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Dor do crescimento: o que é e como tratar

Pesquisa testa laserterapia de baixa potência associada a ultrassom em crianças com dor do crescimento; objetivo é reduzir crises, sono prejudicado e uso de analgésicos

Foto do autor Andreza de Oliveira
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  • A dor do crescimento afeta principalmente crianças de três a doze anos e costuma surgir no fim da tarde ou à noite, com dor nas coxas, panturrilhas, canelas ou atrás dos joelhos.
  • O quadro é benigno, não envolve as articulações nem causa incapacidade, mas pode impactar a qualidade de vida da criança e da família.
  • O diagnóstico é clínico, feito pela ausência de sinais de outras doenças; sinais que sugerem diagnóstico diferente incluem febre, perda de peso, dor persistente em um único membro e inchaço.
  • Pesquisadores estão avaliando a laserterapia de baixa potência associada ao ultrassom terapêutico como tratamento não farmacológico para reduzir a frequência e a intensidade das crises.
  • Em estudo piloto com nove crianças, houve comparação entre tratamento ativo (cinco) e placebo (quatro); após uma sessão, os resultados mostraram alívio da dor, melhora do sono e maior disposição para atividades, com relatos de menor uso de analgésicos.

A dor do crescimento, assunto comum na infância, é alvo de estudo que testa uma abordagem não farmacológica. A pesquisa avalia a combinação de laserterapia de baixa potência com ultrassom terapêutico em crianças com o quadro.

O estudo envolve nove voluntários com idade entre 4 e 12 anos, realizado em parceria com a Universidade de São Paulo. O objetivo é medir se a associação reduz a frequência e a intensidade das crises.

A pesquisa foi coordenada pela pesquisadora Esther Angélica Luiz Ferreira, reumatologista pediátrica da UFSCar, com participação de outros profissionais da área. A motivação é oferecer opções com menor risco e menos uso de medicamentos.

O desenho incluiu um grupo que recebeu o tratamento e outro que passou por um procedimento placebo, sem emissão de energia. Houve apenas uma sessão, aplicada nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

A avaliação ocorreu em três momentos, com registro das queixas em diário por 30 dias. Os resultados apontaram redução da dor e melhoria no sono e na disposição para atividades cotidianas.

Pais e responsáveis relataram ainda menor necessidade de analgésicos em alguns casos, sugerindo benefício adicional para a qualidade de vida das crianças. O estudo é considerado pioneiro na pediatria.

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