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Mosquitos Aedes aegypti aprendem a gostar de repelente em experimento

Mosquitos Aedes aegypti aprendem a aceitar DEET em laboratório, sugerindo que a experiência pode alterar a resposta a repelentes, sem indicar resistência real

Fêmeas de Aedes aegypti treinadas preferiram a mão do pesquisador coberta de repelente
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  • Fêmeas de Aedes aegypti treinadas passaram a preferir a mão coberta de repelente à base de DEET, após o treinamento com sangue, indicando aprendizado que torna a substância apetitosa.
  • O experimento, conduzido pela universidade de Tours, na França, em parceria com a Virginia Tech, teve a publicação na revista Journal of Experimental Biology.
  • Cerca de seis em cada dez fêmeas treinadas mostraram tentativa de mordida nas mãos com repelente, ao contrário do grupo não treinado.
  • Pesquisadores destacam que o DEET continua sendo o padrão-ouro de proteção, e os resultados não implicam resistência real em mosquitos selvagens no ambiente.
  • Os autores ressaltam que o estudo foi feito em laboratório e sugerem que a resposta ao repelente pode depender tanto da química da substância quanto da experiência do mosquito, abrindo caminho para novas pesquisas.

Em um experimento de laboratório, fêmeas do mosquito Aedes aegypti aprenderam a aceitar um repelente químico e desenvolveram preferência pelo sangue de vítimas que o usaram. O estudo foi realizado por pesquisadores da universidade de Tours, na França, em parceria com a Virginia Tech, EUA, e publicado na Journal of Experimental Biology na quinta-feira (28).

Os mosquitos treinados, 6 de cada 10, mostraram: ao serem expostos a repelente à base de DEET em mãos dos pesquisadores, passaram a tentar morder. O resultado sugere um aprendizado que torna a substância apetecível, em vez de repulsiva, sob determinadas condições.

O pesquisador responsável destacou que o DEET continua sendo o padrão-ouro de repelentes. Ainda assim, o estudo, conduzido em condições de laboratório, não implica resistência real no ambiente externo nem mudanças no comportamento de mosquitos selvagens.

Metodologia e resultados

O experimento combinou exposição inicial ao repelente com alimentação dos insetos e, depois, nova apresentação do DEET na pele humana. Fêmeas treinadas passaram a preferir a mão contaminada pelo composto, ao contrário de mosquitos não treinados.

Os autores ressaltam que o efeito pode envolver tanto a química quanto a experiência adquirida pelo inseto. Isso levanta a hipótese de que o odor tenha significado diferente para o mosquito após o aprendizado.

A pesquisa aponta para novas perguntas sobre proteção individual e estratégias de controle. Em desenvolvimento, há cooperação com cientistas da Argentina para explorar repellentes com base na biologia sensorial e no comportamento dos mosquitos.

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