- Um navio grego de cerca de 2.400 anos foi encontrado no fundo do Mar Negro, a mais de 2.000 metros de profundidade, em estado raro de preservação.
- O Navio de Kyrenia, mercante do século IV a.C., foi descoberto em nov. de mil novecentos e sessenta e cinco perto de Chipre; escavações de 1968–1969 trouxeram 381 ânforas de várias origens, mais de nove mil amêndoas preservadas, 29 mós de Cós e lingotes de ferro.
- Revisão publicada em dois mil e vinte e quatro no Radiocarbon aponta que a última viagem do navio de Kyrenia ocorreu entre 294 e 290 a.C.; o casco restaurado fica no Museu de Naufrágio Antigo de Kyrenia, no norte de Chipre.
- O naufrágio do Mar Negro é considerado o navio intacto mais antigo do mundo, com cerca de quatrocentos a.C., encontrado a duas mil metros de profundidade, preservado pela água anóxica abaixo de duzentos metros.
- Em dois mil e vinte e cinco, arqueólogos croatas confirmaram a presença de um navio mercante grego do século IV a.C. próximo à ilha de Vis, no Mar Adriático; itens encontrados incluem ânforas, cerâmica helenística, itens pessoais e uma seção de casco, com escavações previstas por anos.
O arqueologia marinha tem revelado navios gregos de grande antiguidade em estados surpreendentemente bem preservados. Um mergulho recente confirmou a existência de um navio de cerca de 2.400 anos no fundo do Mar Negro, a mais de 2.000 metros de profundidade, com casco, leme e detalhes legíveis. As descobertas destacam o papel estratégico das rotas mediterrâneas antigas.
O Navio de Kyrenia, datado do século IV a.C., foi identificado pela primeira vez em 1965 nas águas de Chipre. Escavações entre 1968 e 1969 trouxeram artefatos como 381 ânforas de várias origens, milhares de amêndoas preservadas e um conjunto de mós de pedra com identificação gravada.
Kyrenia e o legado da arqueologia náutica
Uma revisão de 2024, publicada no Radiocarbon, aponta que a última viagem do navio ocorreu entre 294 e 290 a.C. O casco restaurado encontra-se exposto no Museu de Naufrágio Antigo de Kyrenia, na região norte de Chipre.
O naufrágio do Mar Negro e a preservação inusitada
O estado do navio do Mar Negro deve-se à água anóxica abaixo de 200 metros, que impede a decomposição. O achado reafirma a hipótese de conservação extraordinária sob condições específicas da região.
Visita à Croácia e o novo navio confirmado
Em 2025, arqueólogos croatas anunciaram a confirmação oficial de um navio mercante grego do século IV a.C. próximo à ilha de Vis, no Mar Adriático. A pesquisa, iniciada com achados em 2023 entre 30 e 50 metros de profundidade, revelou ânforas com azeite, especiarias e alimentos, além de cerâmica fina e seções de casco bem preservadas.
“Itens emergindo do sedimento parecem ter sido feitos ontem”, disse o mergulhador Marko Lete. Jurica Bezak, chefe da equipe, afirmou que o sítio é singular na região. Os artefatos devem integrar o acervo do museu local após as escavações, que se estenderão por anos.
Sobre a preservação entre os naufrágios
Três acidentes submersos ilustram diferentes modos de preservação: Kyrenia, com sedimento protetor; Mar Negro, com água sem oxigênio; e Vis, com baixa perturbação sedimentar. Juntos, ajudam a mapear as rotas comerciais gregas entre Rodes, Atenas, Chipre, as colônias Adriáticas e o Mar Negro.
Valor arqueológico e continuidade das pesquisas
Os naufrágios exibem técnicas de construção antiga, como a chamada “shell-first”, associada a Kyrenia e ao Antikythera. A cada novo achado, especialistas ganham visão mais apurada sobre a engenharia naval da época e as redes de intercâmbio mediterrâneas, deleitando a comunidade científica e o público interessado.
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