- Ian Hughes, com a ajuda de seus filhos, atua na conservação de caracóis glutinogós na Grã-Bretanha, onde a população selvagem está no Llyn Tegid, no norte do País de Gales.
- Os caracóis são extremamente vulneráveis devido a habitats aquáticos de baixa calcição; a concha é delicada e é preciso movê-los com pincel fino para evitar danos.
- A espécie foi levada à beira da extinção na Inglaterra por poluição agrícola e industrial; o lago de Gwynedd abriga a última população selvagem na Grã-Bretanha.
- Em 2024, o Defra anunciou um financiamento de £ 60 milhões para espécies ameaçadas, incluindo a construção de populações ark de caracóis glutinogós e a reintrodução em novos locais.
- A casa de Hughes funciona como um ark: ele e a família criam os caracóis e outras espécies raras em tanques caseiros e promovem projetos de educação ambiental com livros infantis e camisetas.
Ian Hughes e o filho Ben estão dedicando a vida a proteger um molusco extremamente raro na Grã-Bretanha. A criatura, pequena como a ponta do dedo, é uma das espécies mais ameaçadas da Europa. A família atua em Llyn Tegid, o Bala Lake, no norte do País de Gales, desde 2014.
Os snails possuem tecido gelatinoso dourado que protege a concha sensível. Hughes move os animais com pincel fino para evitar impactos no ambiente de calciagem baixa, onde vivem. A conservação começou com simples visitas e evoluiu para estruturas artificiais de abrigo.
A iniciativa envolve viagens, amostras de água e medições de profundidade, sob a supervisão de Hughes e, frequentemente, de um dos três filhos. A família constrói abrigos de concreto em forma de concha para os caracóis.
O que muda com o financiamento
Este ano, o governo britânico destinou 60 milhões de libras para espécies ameaçadas, incluindo o caracol glutinoso. O apoio visa ampliar populações em zoológicos e facilitar relocalizações no ambiente natural.
O Defra destacou que a verba ajuda a conservar populações ark de caracóis, com foco em replicar métodos de manejo para evitar extinção local. Instituições ligadas à British and Irish Association of Zoos and Aquariums serão beneficiadas.
A revista mostra que Hughes mantém organismos em sua estufa, que funciona como uma arca para várias espécies raras. Entre elas estão escarlet malachite e larvas de mosquitos que servem de alimento para outros vertebrados.
Hughes também atua como divulgador: escreve livros infantis sobre invertebrados, com ilustrações de Ben, além de vender camisetas com desenhos da fauna que estampa em locais de atuação pública.
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