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PMMA: complicações graves e mortes ligadas a preenchimento estético no Brasil

PMMA, preenchimento permanente, traz riscos graves, complicações e até óbitos quando aplicado de forma irregular, exigindo fiscalização e normas rigorosas

procedimentos estéticos – depositphotos.com / AllaSerebrina
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  • PMMA é um preenchimento permanente composto por microesferas de plástico acrílico em gel, utilizado em algumas regiões do corpo sob indicação médica regulamentada.
  • Por ser permanente, erros de aplicação ou excesso podem causar inflamações, infecções, necrose, embolia e deformidades que podem exigir cirurgia e deixar sequelas.
  • Casos recentes registram complicações graves e, em alguns episódios, óbitos em procedimentos realizados fora de ambientes adequados ou com produto não registrado.
  • A diferença entre uso médico autorizado e uso estético inadequado envolve indicação, volume aplicado e responsabilidade técnica, com profissionais habilitados e produtos com registro sendo essenciais.
  • Órgãos reguladores, como a Anvisa, e conselhos profissionais alertam para a necessidade de avaliação clínica, biossegurança, origem regular do material e confirmação de registro ativo do produto e do profissional antes de qualquer aplicação.

O polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, ganhou destaque no Brasil por ser utilizado como preenchimento permanente em intervenções estéticas. O material composto por microesferas de plástico em gel é aplicado para remodelar glúteos, rosto e coxas. Embora autorizado em situações específicas, o uso fora de padrões seguros tem gerado alerta entre profissionais de saúde e autoridades.

Por ser permanente, o PMMA não é absorvido pelo organismo ao longo do tempo. Quando aplicado com técnica inadequada, em excesso ou em regiões impróprias, pode originar complicações que exigem novas cirurgias. Em vários estados, relatos apontam casos graves e até mortes ligados a esse material.

O PMMA funciona como preenchedor ao formar tecido fibroso ao redor das partículas após a injeção. Em aplicações controladas, contribui para o preenchimento de sulcos e perdas de volume. Contudo, o uso irregular pode trazer riscos de inflamções, infecções, necrose, embolia e deformidades.

Casos de complicações costumam ocorrer quando volumes elevados são aplicados ou quando o procedimento é feito sem rigidez de biossegurança. Profissionais sem habilitação, clínicas irregulares ou produtos sem procedência confiável elevam a possibilidade de danos permanentes.

Entre os riscos mais citados estão inflamações crônicas, infecções graves, necrose de tecidos, embolia pulmonar e nódulos ou assimetrias visíveis. A intervenção mal executada dificulta a remoção do material, levando a procedimentos extensos para tentar conter danos.

A diferença entre uso médico autorizado e uso estético indevido costuma envolver indicação clínica, quantidade aplicada e supervisão técnica. Enquanto a prática regulada utiliza volumes pequenos, com avaliação prévia, a prática clandestina tende a empregar grandes quantidades sem supervisão.

No Brasil, órgãos como a Anvisa monitoram produtos e notificações de eventos adversos, enquanto conselhos de classe definem normas de atuação. Vigilâncias locais realizam fiscalizações em clínicas e consultórios, buscando assegurar biossegurança e regularidade de funcionamento.

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