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Pombos detectam campo magnético da Terra através do fígado

Estudo mostra que macrófagos no fígado permitem aos pombos detectar o campo magnético da Terra, influenciando navegação e abrindo novas linhas de pesquisa

Quando não orientados pelo sol, os pombos conseguem se localizar geograficamente graças à percepção magnética, decorrente dos macrófagos encontrados em seu fígado — Foto: PxHere
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  • Estudo publicado na Science aponta que pombos percebem o campo magnético da Terra por meio de macrófagos no fígado.
  • Macrófagos são células de defesa que armazenam ferro em nanopartículas magnetizáveis, permitindo a organização interna parecida com uma bússola.
  • Animais sem os macrófagos tendiam a se perder no retorno ao viveiro, especialmente em dias nublados; com sol, sinais solares ajudavam a orientação.
  • A pesquisa indica que a percepção magnética e os raios solares atuam conjuntamente na navegação das aves.
  • O estudo reforça a ideia de imuno-sensação e abre caminhos para compreender a magnetorecepção em aves migratórias e outros animais.

O estudo aponta que pombos utilizam o magnetismo da Terra para se orientar geograficamente, por meio de macrófagos presentes no fígado. A descoberta amplia o conceito de imunossensação na navegação animal.

Pesquisadores da Alemanha identificaram que células do sistema imunológico, os macrófagos, respondem ao campo magnético terrestre. Essas células, ao armazenar ferro, formam nanopartículas magnéticas que se alinham ao campo externo.

A pesquisa, publicada na revista Science, destaca que a organização dessas nanopartículas funciona como uma bússola interna. Quando os pombos voam, a orientação magnética pode ser transmitida ao cérebro por vias associadas às fibras nervosas.

Em testes com pombos treinados para retornar a um viveiro a mais de 20 quilômetros de distância, alguns animais tiveram macrófagos removidos. Nublados, eles se perdiam mais, sugerindo que o magnetismo complementa a orientação solar.

Os autores ressaltam que o fígado mostrou resposta magnética mais forte, com os macrófagos ricos em ferro próximos às fibras nervosas. A pesquisa envolveu imunologistas, biólogos comportamentais e físicos, indicando abordagem interdisciplinar.

Segundo Clivia Lisowski, da Universidade de Bonn, a descoberta abre caminho para novas linhas de investigação em imunologia sensorial e na magnetorecepção. O estudo também pode explicar como aves que migram à noite se orientam em ambientes sem sol.

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