- A Organização Mundial da Saúde confirmou a primeira alta de um paciente infectado pela nova onda de Ebola no Congo, após dois testes negativos até 27 de maio.
- O surto foi declarado em 15 de maio e a OMS classificou o risco como muito alto, chegando a declarar emergência internacional.
- Ituri, epicentro, enfrenta dificuldades em áreas controladas por grupos armados, com ataques a unidades de saúde e resistência a protocolos sanitários.
- A falta de suprimentos, como máscaras e testes, e o uso de equipamentos vencidos em alguns hospitais compõem o cenário desafiador de combate à doença.
- A comunidade internacional intensifica a ajuda: União Europeia enviou equipamentos e os Estados Unidos anunciaram doação de US$ 80 milhões para ampliar recursos hospitalares, laboratoriais e vigilância epidemiológica.
O primeiro paciente se recuperou da Ebola no novo surto que afeta a República Democrática do Congo. A confirmação ocorreu nesta sexta-feira, após dois testes negativos no dia 27 de maio. A alta coincide com a declaração de emergência global pela OMS.
Desde 15 de maio, data de confirmação oficial, o surto se espalhou rapidamente pelo leste do país, principalmente na região de Ituri. Conferem-se mais de mil casos suspeitos e centenas de mortes sob investigação, além de registros em Uganda.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, desembarcou em Kinshasa para acompanhar a resposta. Em meio a conflitos armados, equipes médicas enfrentam resistência de moradores e ataques a centros de saúde.
Em Ituri, a situação é crítica: falta de insumos, carregamento de protocolos sanitários e dificuldade logística. Hospitais relatam uso de equipamentos vencidos em alguns atendimentos de casos suspeitos.
Ajuda internacional e desafios
A comunidade internacional aumentou a assistência. A União Europeia enviou equipamentos médicos ao Congo; os EUA anunciaram doação de US$ 80 milhões para recursos hospitalares, laboratoriais e vigilância epidemiológica.
Apesar dos esforços, autoridades de saúde ressaltam que o surto continua fora de controle. A OMS classifica o risco nacional como muito alto e teme disseminação com a livre circulação de pessoas em áreas de conflito.
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