- O tabagismo afeta além dos pulmões, com sinais na boca, garganta e sistema respiratório; a Oncologia Américas ressalta a importância observar alterações que persistem.
- O Instituto Nacional de Câncer projeta cerca de 32 mil novos casos de câncer de pulmão no Brasil entre 2026 e 2028, e aproximadamente 17 mil de câncer de cavidade oral no mesmo triênio.
- O caso de Lúcia Calheiros da Silva, 72 anos, ilustra como os danos podem aparecer anos depois de fumar, com diagnóstico de câncer de pulmão após a interrupção do hábito.
- A Rede Américas oferece cuidado integrado: diagnóstico, tratamento e acompanhamento dentro da mesma instituição, com reuniões multidisciplinares que reduzem atrasos e o desgaste emocional.
- Embora tenha diminuído, o tabagismo continua sendo principal fator de risco; há preocupação com o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens e a necessidade de abandono do cigarro para reduzir casos de câncer.
Na Oncologia Américas, braço da Rede Américas, médicos alertam para sinais que podem indicar câncer antes do diagnóstico. Alterações persistentes na boca, garganta e sistema respiratório devem ser investigadas, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo.
Lúcia Calheiros da Silva, 72 anos, foi vítima de uma geração que associou o tabaco à liberdade. Ela fumou por décadas e resignou-se a acreditar que os danos ficariam para trás ao parar há 30 anos. Uma tomografia revelou uma mancha no pulmão.
O exame revelou câncer de pulmão, doença com forte relação com o tabagismo. A paciente relata choque inicial e medo de morte, mas seguiu o tratamento dentro da rede, com apoio da equipe multidisciplinar.
Especialistas estimam cerca de 32 mil novos casos de tumores de pulmão no Brasil entre 2026 e 2028. O câncer de cavidade oral deve somar cerca de 17 mil casos anuais no triênio, com o tabagismo como principal fator de risco.
Entre o primeiro sinal e o diagnóstico, a rede destaca a importância de observar sintomas que não somem. Acompanhamento emocional faz parte do tratamento, segundo médicos da Oncologia Américas. Alterações que persistem merecem investigação.
O tempo é fator decisivo no diagnóstico precoce, principalmente para quem tem histórico de tabagismo. Alterações que se estendem por semanas ou meses devem ser avaliadas, segundo Tiago Kenji, do Hospital Santa Paula, em São Paulo.
O que a boca pode revelar
A boca é apontada como alerta de alterações que podem indicar problemas maiores de saúde. Odontologia e oncologia trabalham juntas para evitar que alterações sejam tratadas como passageiras.
Cuidado integrado
Na Oncologia Américas, o cuidado acontece dentro da mesma estrutura, conectando diagnóstico, tratamento e acompanhamento. A prática acelera encaminhamentos e reduz o desgaste emocional do paciente, segundo Luiz Henrique Araujo, diretor regional da Oncologia Américas Rio de Janeiro.
Casos complexos são discutidos em reuniões multidisciplinares, chamadas tumor boards, que ajudam a tornar o manejo mais rápido e preciso. Além do oncologista, a equipe inclui enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e farmacêuticos.
O caso de Lúcia também envolve a continuidade do acompanhamento. Após quimioterapia e imunoterapia, ela segue com exames periódicos e tratamento dentro da rede, mantendo a esperança de manter o câncer sob controle.
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