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Café de menor pegada de carbono atinge primeira colheita no Brasil

Primeira safra do café conilon com menor pegada de carbono entra em avaliação de campo, com redução de até quarenta por cento nas emissões e ganho de até 7,6 sacas por hectare

Com a primeira colheita, o projeto passa da fase de implantação para a avaliação dos resultados em campo
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  • A primeira colheita do café conilon com menor pegada de carbono foi concluída no sul da Bahia e no Espírito Santo.
  • A iniciativa envolve mais de vinte propriedades e começou em junho de 2025, com duração inicial de duas safras.
  • A parceria reúne Yara Brasil, JDE Peet’s e Ofi, com fertilizantes de baixa emissão, assistência técnica e treinamentos para produtores.
  • A Yara estima reduzir a pegada de carbono do café em cerca de quarenta por cento, com ganhos de até 7,6 sacas por hectare.
  • A JDE Peet’s financia parte dos insumos e a Ofi oferece capacitação em práticas agronômicas e monitoramento ao longo do ciclo produtivo.

O café conilon passa a ser produzido com menor pegada de carbono em fazendas do sul da Bahia e do Espírito Santo, após a primeira safra do projeto comunitário. A iniciativa envolve Yara Brasil, JDE Peet’s e Ofi e começou em junho de 2025, com mais de 20 propriedades participantes. A duração inicial é de duas safras.

A proposta combina fertilizantes de menor emissão, assistência técnica e treinamentos ao longo do ciclo produtivo. O objetivo é reduzir emissões, ampliar a produtividade e capacitar cafeicultores em práticas agronômicas sustentáveis. O formato prevê acompanhamento técnico contínuo.

A Yara fornece suporte agronômico, manejo nutricional e fertilizantes com menor impacto ambiental. A empresa ressalta que a tecnologia utilizada busca reduzir gases de efeito estufa e substituir insumos por alternativas renováveis.

Redução de carbono e ganhos produtivos

A parceria estima reduzir a pegada de carbono do café em até 40% na comparação com sistemas que utilizam fertilizantes convencionais. A projeção também aponta ganhos de até 7,6 sacas por hectare, dependendo de solo, clima e adesão às recomendações técnicas.

Entre os produtores, está Rafael Sol, engenheiro agrônomo de Eunápolis, Bahia, que observa sinais positivos na lavoura. Segundo ele, há melhor pegamento de frutos, plantas mais robustas e desenvolvimento mais uniforme.

Cadeia de suprimentos e atuação das empresas

A JDE Peet’s financia parte dos insumos e atua no fortalecimento da cadeia cafeeira, com foco na resiliência do setor. A Ofi, por sua vez, realiza treinamentos em boas práticas agronômicas, qualidade das culturas e uso seguro de herbicidas.

Segundo Manoela Duenas, gerente de Sustentabilidade da Ofi Brasil, as secas recentes e a alta de preços evidenciam a vulnerabilidade das cadeias globais. A atuação conjunta busca descarbonizar a produção e proteger os agricultores.

Com a primeira colheita concluída, o projeto avança para a avaliação dos resultados em campo. A parceria acompanha o potencial de reduzir emissões, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade dos cafeicultores envolvidos.

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