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Esclerose múltipla pode ser diagnosticada antes dos sintomas

Critérios atualizados de diagnóstico da esclerose múltipla permitem detecção mais precoce, ampliando tratamento e melhoria do prognóstico

Avanços permitem diagnosticar esclerose múltipla antes dos sintomas
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  • Em 2025, as mudanças dos Critérios de McDonald incorporaram novos marcadores e ampliaram a chance de diagnóstico precoce, incluindo casos sem sintomas.
  • Foi reconhecida uma nova região típica de lesões no sistema nervoso central: o nervo óptico, somando às áreas já estabelecidas (periventricular, juxtacortical/cortical, infratentorial e medula espinhal).
  • O diagnóstico envolve avaliação clínica, ressonância magnética e análise do líquor, com marcadores como bandas oligoclonais.
  • O tratamento de alta eficácia pode silenciar a doença por décadas, com mais de dez opções, incluindo o anticorpo monoclonal ublituximabe (Briumvi), aprovado pela Anvisa em abril.
  • Dados globais e nacionais: a esclerose múltipla afeta 2,9 milhões de pessoas no mundo e cerca de 40 mil no Brasil; ainda há grandes desafios para diagnóstico precoce em muitos países.

A esclerose múltipla pode ser diagnosticada antes de surgirem os sintomas, conforme atualização dos critérios de diagnóstico. A revisão, anunciada em 2024 e publicada oficialmente em 2025, busca maior precisão e início mais cedo do tratamento.

A doença afeta cerca de 2,9 milhões no mundo e ~40 mil pessoas no Brasil. O Dia Mundial da Esclerose Múltipla, em 30 de maio, reforça a importância do diagnóstico precoce para reduzir sequelas.

O foco é antecipar o diagnóstico para prevenir manifestações graves. Pesquisadores destacam novas formas de detectar lesões e marcadores no líquido cefalorraquidiano, aliados a exames de imagem mais precisos.

Nova etapa no diagnóstico

A revisão dos Critérios de McDonald inclui uma nova região típica de lesões no sistema nervoso central: o nervo óptico, somando-se a periventricular, juxtacortical, infratentorial e medula espinhal. Essa ampliação facilita o reconhecimento da doença.

Pacientes com lesões em exames de imagem que não apresentam sintomas passam a poder receber diagnóstico e tratamento mais cedo, antes de sinais clínicos para evitar pior prognóstico.

No Brasil, especialistas destacam a importância de laudos estruturados de ressonância magnética e da identificação de marcadores no líquor. Biomarcadores e padrões de lesões ganham peso na confirmação diagnóstica.

O diagnóstico também envolve avaliação clínica, histórico do paciente e uso de tecnologia de imagem de alta resolução. A punção lombar para coletar líquor completa a avaliação quando necessário.

Tratamento e novas opções

O tratamento é individualizado, levando em conta a doença, o histórico e o estilo de vida do paciente. Medicamentos atuais atuam especificamente no sistema imune, reduzindo surtos e lesões.

Com eficácia elevada, há mais de 90% de chance de evitar novas lesões inflamatórias com terapias modernas. São diversas opções, entre imunomoduladores e imunossupressores, administradas por via endovenosa ou oral.

Em 2024, a Anvisa aprovou o ublituximabe, comercializado como Briumvi, novo anticorpo monoclonal que reduz ataques à mielina. O objetivo é ampliar o conjunto de opções disponíveis.

Não existe protocolo único; cada caso requer avaliação cuidadosa. Com tratamento de alta eficácia, é possível manter a doença sob controle por décadas.

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