- Pesquisadores da Virginia Tech investigaram por que alguns cânceres são mais agressivos, avaliando células com números anormais de cromossomos.
- Em experiências, células diploides foram induzidas a virar tetraploides; mesmo com menos tetraploides formados, os tumores cresceram rápido, sustentados por células estromais não cancerosas.
- Clones de tetraploides humanos mostraram variação de tamanho; clones menores, com 25 a 30% menos que o esperado, deram origem a mais tumores e demonstraram maior agressividade.
- Em modelos com camundongos, tumores com tetraploides menores evoluíram mais rápido, independentemente do tipo de câncer; dados também aparecem no Atlas do Genoma do Câncer, associando tetraploides menores a pior prognóstico.
- O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que o tamanho das células tetraploides pode ser um indicador mais preciso do potencial tumoral e orienta novas pesquisas sobre mecanismos envolvidos.
Em estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, biólogos da Virginia Tech investigaram por que alguns cânceres são mais agressivos. A pesquisa utilizou células com números anormais de cromossomos, avaliando seu papel na progressão tumoral ao longo de cinco anos.
A equipe comparou tumores formados a partir de células diploides com aqueles originados de células tetraploides. Em camundongos, observaram-se crescimentos rápidos de massas tumorais, mesmo quando a fração de células tetraploides era pequena. A presença dessas células favoreceu o recrutamento de stromais, que sustentam o tecido tumoral.
Resultados-chave
Clones unicelulares de células tetraploides variaram em tamanho; alguns eram 25% a 30% menores do que o esperado. Esses clones menores mostraram maior agressividade, com crescimento mais rápido, maior invasividade e resistência a tratamentos comuns.
Experimentos em roedores mostraram que tumores com células tetraploides menores cresceram mais rápido, independentemente do tipo de câncer estudado, incluindo colorretal e de mama. O Atlas do Genoma do Câncer confirmou a associação entre tetraploides menores e pior prognóstico em várias neoplasias.
Implicações
Os pesquisadores ressaltam que, além da tetraploidia, o tamanho das células pode representar um indicador mais preciso do potencial tumoral. O estudo aponta para novos mecanismos de progressão tumoral e reforça a necessidade de entender o papel das células não cancerosas no ambiente tumoral. A equipe pretende ampliar as investigações sobre os mecanismos observados.
Entre na conversa da comunidade