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Estudo revela por que Alzheimer afeta mais mulheres no cérebro

Estudo mostra que hipertensão, obesidade, depressão e sono afetam o cérebro feminino com mais força, exigindo prevenção específica após a menopausa

Wellness — Foto: Getty Images
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  • Quase dois terços dos casos de Alzheimer no mundo ocorrem em mulheres, segundo estudo recente.
  • Pesquisa da University of California San Diego, publicada na Biology of Sex Differences, analisou dados de mais de 17 mil adultos e sugere que o envelhecimento cerebral feminino tem regras próprias, especialmente após a menopausa.
  • Hipertensão e excesso de peso mostraram associação mais forte com pior desempenho cognitivo em mulheres do que em homens.
  • Fatores como depressão, sedentarismo e noites mal dormidas também afetaram mais o cérebro feminino, vinculando-se ao declínio cognitivo.
  • A crise pode exigir prevenção mais personalizada para mulheres, com foco em saúde cardiovascular, metabólica, sono e bem-estar emocional, especialmente após os 50 anos.

Quase dois terços dos casos de Alzheimer no mundo ocorrem em mulheres, mas a justificativa vai além de a população feminina viver mais. Um estudo recente aponta que fatores de risco comuns atingem o cérebro feminino de modo mais intenso, especialmente após a menopausa.

Pesquisadores da University of California San Diego analisaram dados de mais de 17 mil adultos. Publicada na revista Biology of Sex Differences, a pesquisa reforça que o envelhecimento cerebral feminino segue regras próprias, com prejuízos cognitivos ampliados por determinados fatores.

O estudo mostra que depressão, sedentarismo e noites mal dormidas aparecem com maior intensidade entre as mulheres e estão ligados ao declínio cognitivo. Hipertensão e excesso de peso tiveram associação ainda mais forte com a piora das habilidades mentais.

Esses achados sustentam a visão de que o cérebro da mulher madura é fortemente influenciado por mudanças hormonais e cardiovasculares ocorridas na transição menopausal. A queda de estrogênio eleva riscos cardiovasculares, resistência à insulina e distúrbios do sono.

Além disso, a perda auditiva, embora mais comum entre homens, esteve associada a pior cognição de modo mais intenso nas mulheres, apontam os dados. A audição reduz estímulos cerebrais e pode acelerar o comprometimento cognitivo.

A sobrecarga mental, com frequência assumida pelas mulheres como cuidadoras, também aparece como fator relevante. Estresse crônico, privação de sono e carga emocional podem impactar o cérebro ao longo dos anos.

A boa notícia é que muitos fatores são passíveis de manejo. Os autores sugerem estratégias de prevenção mais personalizadas, levando em conta diferenças biológicas entre homens e mulheres, especialmente após os 50 anos.

Entre as medidas sugeridas estão foco na pressão arterial, saúde metabólica, prática de atividades físicas, manejo da depressão, qualidade do sono e saúde cardiovascular feminina de modo específico.

As implicações do estudo indicam que orientações de prevenção do Alzheimer podem precisar evoluir para ferramentas mais respeitosas às particularidades de cada sexo. O tema volta a ganhar atenção entre especialistas.

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