- Ciências apontam oceano estável em Marte por até cerca de 800 mil a 1,5 milhão de anos, no período Hesperiano.
- Região de Utopia Planitia, no hemisfério norte marciano, apresenta depósitos de óxidos de manganês em formato de anel ao redor da área.
- Profundidade estimada do corpo d’água fica entre 150 e 400 metros, existente entre 3,7 e 3,4 bilhões de anos atrás.
- Dados de orbita e de solo, avaliados por inteligência artificial (SCANet) com leituras a laser, corroboram as leituras químicas.
- Avaliação sugere possível oxigênio na antiga atmosfera marciana; depósitos podem servir para produção de oxigênio em futuras missões.
O estudo aponta que Marte pode ter abrigado um oceano estável por até 1,5 milhão de anos, o suficiente para processos químicos relevantes à vida microscópica. A descoberta tem base em depósitos minerais encontrados em Utopia Planitia, no hemisfério norte marciano.
A pesquisa foi publicada na Nature Communications e utilizou dados do rover chinês Zhurong, além de informações de sondas orbitais. Os cientistas identificaram anéis de óxidos de manganês ao redor da região estudada.
Além de indicar um oceano duradouro, o trabalho sugere profundidade estimada entre 150 e 400 metros e um intervalo temporal entre 3,7 e 3,4 bilhões de anos atrás. Observações indicam potencial oxigênio na atmosfera antiga de Marte.
A equipe aplicou uma rede neural chamada SCANet para interpretar dados infravermelhos, cruzando com medições a laser feitas por instrumentos a bordo de missões em órbita. A tecnologia ajudou a confirmar padrões químicos inconclusivos.
Os depósitos de manganês formados em anéis refletem processos de água rasa que entraram em contato com oxigênio próximo à superfície. Tal configuração é compatível com margens de lago ou oceano antigo.
A relevância da descoberta vai além da astrobiologia. Minerais de manganês podem facilitar a extração de oxigênio na exploração humana futura, ajudando na produção de ar respirável em Marte.
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