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Milhões de abelhas prosperam sob cemitério de Nova York há mais de um século

Colônia subterrânea de Andrena regularis no cemitério de Nova York abriga cerca de 5,5 milhões de abelhas, destacando sua importância para polinização e biodiversidade urbana

Photograph: Bryan Danforth/Springer
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  • Cientistas de Cornell descobriram, no cemitério de Nova York, uma colônia subterrânea de abelhas de Andrena regularis com cerca de 5,5 milhões de indivíduos, ocupando aproximadamente 1,25 acres e sendo uma das maiores já registradas.
  • A descoberta ocorreu durante uma caminhada de Rachel Fordyce, em 2022, que mostrou as amostras a Bryan Danforth; o estudo confirma que o sítio é um refúgio importante para biodiversidade urbana.
  • Entre março e maio de 2023, 10 armadilhas foram usadas no cemitério para estimar o tamanho da população, com mais de 3.000 insetos coletados, de 16 espécies, predominantemente Andrena regularis.
  • O extrapolado aponta entre 3 milhões e 8 milhões de abelhas, com média de 5,5 milhões, o que equivale a mais de duzentas colmeias domésticas.
  • O estudo traz dados sobre a biologia da espécie, que passa o inverno no estágio adulto no subterrâneo, e destaca a necessidade de proteger ninhos de abelhas silvestres, incentivando a ciência cidadã para mapear e conservar esses habitats.

Nohs: A notícia abaixo relata a descoberta de uma grande colônia de abelhas em um cemitério de Nova York, destacando a espécie, o tamanho da população e as implicações para a biodiversidade urbana. A pesquisa ocorreu entre 2022 e 2023, com estudo publicado posteriormente.

Uma caminhada no cemitério East Lawn, em Ithaca, Nova York, levou pesquisadores da Cornell a encontrar uma colônia subterrânea de abelhas com cerca de 5,5 milhões de indivíduos. A população pertence à espécie Andrena regularis, que nidifica no solo e realiza boa parte da polinização regional.

A estimativa foi obtida de um censo conduzido entre março e maio de 2023, com a colocação de 10 armadilhas em área de cerca de 1,25 acres. Mais de 3.000 insetos de 16 espécies foram coletados, dominando as abelhas silvestres.

Descoberta e método

As armadilhas capturaram insetos que emergem do solo. Observou-se que os machos aparecem alguns dias antes das fêmeas, no início de abril, para maximizar acasalamentos. Fêmeas constroem ninhos e depositam ovos em células com pólen e néctar.

O estudo revela que Andrena regularis hiberna em estágio adulto no subterrâneo, permitindo atividade precoce na primavera, sincronizada com a floração de macieiras nos pomares da universidade. Foi registrado ainda o parasitismo pela abelha Nomada imbricata.

Conservação e impacto

O achado evidencia a importância de proteger ninhos de abelhas silvestres, especialmente espécies que vivem no subterrâneo. Cemitérios antigos, com solos arenosos e ausência de pesticidas, servem de refúgios para a biodiversidade urbana.

Para ampliar a proteção, os autores lançaram uma iniciativa global de ciência cidadã. O público é incentivado a reportar aglomerações subterrâneas de abelhas para mapear e conservar esses polinizadores, diante da ameaça de fragmentação de habitat.

Este conteúdo foi adaptado de fontes internacionais sobre a pesquisa publicada pela comunidade científica envolvida.

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