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Potencial pandêmico do Ebola difere do Covid-19, afirma infectologista

Infectologista afirma que o potencial pandêmico do Ebola difere da Covid-19: transmissão por fluidos e apenas com sintomas facilitam controle epidemiológico

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  • A infectologista Giovanna Marssola explica que o potencial pandêmico do ebola é diferente do da Covid-19, principalmente pela forma de transmissão.
  • O ebola transmite-se por contato com fluidos de pessoas infectadas, como vômito e sangue, e não por via respiratória.
  • Ao contrário da Covid-19, o ebola só é transmissível a partir do momento em que a pessoa apresenta sintomas.
  • Casos suspeitos devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica; em São Paulo, os suspeitos vão para o Instituto Emílio Ribas e confirmados no Instituto Adolfo Lutz.
  • A prevenção foca em evitar contatos com casos suspeitos e evitar regiões com transmissão ativa, com foco na República Democrática do Congo e em Uganda.

A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o potencial pandêmico do Ebola é diferente do observado na Covid-19. Segundo ela, as características de transmissão do Ebola tornam o controle epidemiológico mais viável.

A especialista destaca que o Ebola não tem transmissão respiratória, ocorrendo por contato com fluidos de um indivíduo infectado, como vômito e sangue. Em ambientes fechados, esse modo de transmissão reduz a probabilidade de contágio em comparação com vírus de transmissão aérea.

Marssola também aponta que, no Ebola, apenas pacientes com sintomas transmitem a doença, ao contrário da Covid-19, em que a transmissão pode acontecer durante o período de incubação. Isso facilita o rastreamento e a contenção de casos pelas autoridades de saúde.

Vigilância e encaminhamentos

Caso haja suspeita de Ebola, a vigilância epidemiológica deve ser acionada imediatamente para adoção de medidas. Em São Paulo, casos suspeitos são encaminhados ao Instituto Emílio Ribas, que recebe pacientes e minimiza riscos para profissionais de saúde.

Os materiais coletados no Emílio Ribas são enviados ao Instituto Adolfo Lutz para confirmação diagnóstica, em um processo que pode levar alguns dias. Enquanto isso, outras doenças com sintomas similares, como malária, também são investigadas.

Prevenção e cenário internacional

A prevenção foca na restrição de contato com casos suspeitos e na evitação de regiões com transmissão ativa, principalmente a República Democrática do Congo e Uganda, na fronteira com o Congo. Não houve relato atual de transmissão em outras áreas.

No Brasil, o caso investigado à época era o primeiro suspeito registrado no país, adquirido fora do território nacional, sem confirmação até o momento. As informações são fornecidas com base na análise disponível da época.

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