Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vape pode comprometer o colágeno da gengiva, aponta estudo

Estudo in vitro aponta que aerossol do vape pode reduzir viabilidade de fibroblastos gengivais e desequilibrar produção de colágeno

Estudo aponta impacto do vape na saúde gengival. (Foto: Pexels via Canva)
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na Journal of Oral Biology and Craniofacial Research aponta que o aerossol do cigarro eletrônico pode interferir na produção de colágeno nas células da gengiva.
  • Em fibroblastos gengivais humanos expostos ao extrato do aerossol, houve redução da viabilidade celular e alterações na matriz extracelular.
  • Genes ligados ao colágeno foram afetados: COL1A1 caiu, TIMP1 diminuiu, e enzimas de degradação como MMP1 e MMP9 aumentaram.
  • Observações microscópicas mostraram retração celular, formação de vacúolos internos, menos organização das fibras de colágeno e menor densidade da matriz extracelular.
  • A modelagem molecular sugeriu que a nicotina pode ligar-se a estruturas do tecido gengival, contribuindo para o enfraquecimento da produção de colágeno, mas o estudo é in vitro e requer pesquisas em humanos.

O cigarro eletrônico pode impactar tecidos da boca, segundo pesquisa laboratorial recente. O estudo, publicado na Journal of Oral Biology and Craniofacial Research em 2026, analisa como o aerossol do vape afeta células da gengiva humanas, em ambiente controlado.

Os pesquisadores utilizaram fibroblastos gengivais humanos para avaliar a resposta ao extrato do aerossol em várias concentrações. Os resultados indicam efeitos relevantes na célula, incluindo queda na viabilidade e alterações na matriz extracelular.

Além disso, o estudo aponta desequilíbrio na produção de colágeno e sinais de estresse celular, sugerindo impactos potenciais na manutenção dos tecidos gengivais.

Alterações genéticas associadas ao colágeno

Os dados mostram queda na expressão do gene COL1A1, ligado à produção de colágeno, e redução de TIMP1, que protege a matriz celular. Em contrapartida, houve aumento de enzimas como MMP1 e MMP9, associadas à degradação do colágeno.

Concomitantemente, a análise indica alterações na estrutura da matriz extracelular, com retração celular, formação de vacúolos e menor organização das fibras de colágeno. Esses sinais apontam para menor capacidade de reparo ao longo do tempo.

Interações da nicotina com proteínas do tecido

A modelagem molecular sugeriu que a nicotina pode se ligar a proteínas ligadas ao colágeno e às enzimas degradativas. Esse mecanismo pode contribuir para o enfraquecimento da produção de colágeno e para o aumento da degradação da matriz.

Esses resultados vêm de estudos in vitro e não podem ser diretamente extrapolados para humanos. Ainda assim, apontam possíveis mecanismos biológicos pelos quais o aerossol do vape pode influenciar a gengiva.

Implicações e próximos passos

Os autores destacam a necessidade de modelos clínicos e de estudos em humanos para confirmar o impacto do uso contínuo do cigarro eletrônico na saúde bucal. A pesquisa não estabelece risco definitivo, mas sugere vias de vulnerabilidade tecidual.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais