- Um estudo da World Weather Attribution alerta que a janela “segura” para o Hajj em Mecca está reduzindo, aumentando o risco de exaustão e insolação por causa da mudança climática.
- Temperaturas de maio em Mecca, antes mais amenas, hoje lembram o calor extremo típico do verão da década de oitenta.
- Em relação ao clima pré-industrial, as temperaturas médias de maio em Mecca subiram cerca de 3,5 °C; os picos de may chegam a ficar 2 °C mais quentes.
- Pacotes de medidas, como ventiladores de névoa e postos de resfriamento, foram implementados, mas podem não alcançar todos os peregrinos, especialmente os sem autorizações.
- Sequecomes de hábitos de aquecimento global indicam que, com aumento a 3 °C até 2100, cerca de 97% das peregrinações do Hajj ocorreriam em períodos de calor extremo perigoso.
O que acontece: um novo estudo alerta que a janela segura para o Hajj, em Mecca, está se estreitando devido ao aquecimento global. A análise aponta aumento do risco de exaustão e insolação entre os milhões de fiéis que participam da peregrinação.
Quem está envolvido: o estudo foi divulgado pela World Weather Attribution, iniciativa que analisa o papel das mudanças climáticas em eventos extremos. Pesquisadores do Imperial College London participaram, com apoio de instituições parceiras.
Quando e onde: a peregrinação ocorre anualmente em Mecca, na Arábia Saudita, acompanhando o calendário lunar islâmico. Dados mostram que temperaturas de maio, antes mais amenas, agora refletem o calor típico de junho a setembro.
Por quê: o relatório atribui as mudanças ao aquecimento causado pelo homem, com médias de maio em Mecca subindo cerca de 3,5°C em relação a um climate pré-industrial. Temperaturas máximas de maio acima de 40°C devem ocorrer a cada dois a três anos.
Contexto científico e dados-chave
A análise indica que menos do ano está seguro para os peregrinos. Em May, máximas acima de 40°C, que eram exceções, devem se tornar frequentes com o tempo. Os riscos aumentam para quem passa 20 a 30 horas ao ar livre em grandes multidões.
Em 2024, mais de 1.300 peregrinos morreram durante o Hajj, realizado em junho, durante uma onda de calor que atingiu 51°C. Medidas atuais incluem sistemas de nebulização e postos de água, mas o estudo ressalta que nem todos têm acesso, especialmente sem permissões oficiais.
Medidas e perspectivas
Especialistas destacam que ações como ventilação com água e pontos de resfriamento são vitais, mas não evitam por completo os impactos do calor extremo se as temperaturas continuarem subindo. O estudo enfatiza que, sem reduções globais de emissões, a situação pode piorar.
A pesquisa cita projeções de, se o aquecimento global atingir 3°C até 2100, quase toda a peregrinação ocorreria em períodos de calor extremo. Os autores pedem planejamento mais robusto para proteger a saúde dos fiéis durante o Hajj.
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