Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Google busca permissão para liberar 32 milhões de mosquitos na CA e FL

Google solicita permissão do governo dos EUA para liberar 32 milhões de mosquitos estéreis na Califórnia e na Flórida, em dois anos, para reduzir doenças transmitidas

Mature mosquitoes are seen inside a protected container in the mosquito factory at the Verily Life Sciences LLC lab in San Francisco, California, on 18 October 2018.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Google pediu à Agência de Proteção Ambiental dos EUA permissão para liberar até 32 milhões de mosquitos esterilizados em Califórnia e Flórida, em dois anos (16 milhões por ano).
  • A estratégia usa mosquitos machos infectados com a bactéria wolbachia, que impedem a reprodução com fêmeas selvagens, reduzindo a população ao longo de gerações.
  • Mosquitos machos não picam nem transmitem doenças. O objetivo é diminuir a transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.
  • O período de consulta pública para a permissão termina em 5 de junho; a EPA decidirá após a participação pública.
  • Em Singapura, o programa já registrou redução de 80 a 90 por cento da população de Aedes aegypti e queda de mais de 70 por cento nos casos de dengue após seis a doze meses de liberações.

Google pediu autorização do governo dos EUA para liberar até 32 milhões de mosquitos estéreis nas califórnia e Flórida, como parte do programa Debug. A medida visa reduzir mosquitos transmissores de doenças usando técnica de insetos estéreis com Wolbachia.

A solicitação foi apresentada à Agência de Proteção Ambiental (EPA), que avalia a liberação anual de até 16 milhões de mosquitos em cada estado ao longo de dois anos. O período de consulta pública termina em 5 de junho.

Os mosquitos usados são do sexo masculino, que não picam pessoas nem transmitem doenças. A estratégia envolve criar mosquitos machos infectados com a bactéria Wolbachia, que impedem a fecundação de moscas fêmeias selvagens e reduzem a população com o passar das gerações.

A abordagem é parte do método de insetos estéreis, aplicado há décadas para combater pragas. Segundo especialistas, a Wolbachia já é usada há cerca de 15 anos para sterilização de mosquitos, com resultados variáveis conforme o local.

A iniciativa envolve tecnologia de data analytics, sensores e visão computacional para separar machos de fêmeas com precisão e liberar os mosquitos nas áreas-alvo na quantidade correta. A implantação inicial foca na espécie Aedes aegypti.

O Debug já tem atuação internacional, com sucesso em Singapura. Em relatório de 11 de maio, a cidade-estado relatou redução de 80-90% da população de Aedes aegypti e queda de mais de 70% em casos de dengue após meses de liberações.

A equipe de Debug, ligada à Alphabet e à Verily Health, destaca que a expansão da atuação ocorreu após resultados promissores em Singapura. A empresa já indicou planos para ampliar a presença na região asiática.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais