- Cientistas identificaram lagos salinos submersos no fundo do oceano, com margens definidas e água leitosa.
- Existem em pontos como Golfo do México, Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho, com salinidade de três a oito vezes maior que a da água do mar.
- Esses bolsões formam ambientes estáveis no fundo do oceano, parecidos com lagos, apesar da água ainda ser parte de uma massa maior.
- A existência sugere que o fundo do oceano pode fixar carbono de maneiras ainda não imaginadas.
- A descoberta destaca a presença de fenômenos naturais raros nas profundezas marinhas e seu potencial para estudo científico.
Um grupo de cientistas identificou um lago salino submerso no fundo do oceano, cuja água é extremamente tóxica, mas revela propriedades únicas. A descoberta levanta perguntas sobre a vida em ambientes extremos e sobre o papel desses lagos no ciclo químico marinho.
O lago fica no fundo de uma massa de água salgada, com margens bem definidas e uma superfície leitosa, típica de poças de salmoura. A água tem salinidade de várias vezes superior à do oceano, criando um ecossistema isolado ao redor.
A identificação ocorreu durante expedição que investigava o fundo marítimo, com uso de equipamentos de mergulho e monitoramento remoto. A equipe aponta que esse ambiente pode explicar como certos processos de fixação de carbono ocorrem lá embaixo.
Os lagos salinos submersos são cenários raros no planeta. Eles se formam pela acentuada concentração de sal, que separa água de maneira estável, com limites visíveis no entorno. A salinidade pode chegar a três a oito vezes a da água do mar.
Os pesquisadores destacam que o modelo de fluxo de carbono nesses lagos sugere mecanismos até então não descritos. As análises iniciais indicam que a atividade biológica local encontra defesa em condições de alta salinidade e pressão extrema.
Localizados principalmente no Golfo do México, no Mediterrâneo e no Mar Azul, esses ambientes são notáveis pela densidade de suas massas d’água. A superfície leitosa facilita a identificação por especialistas em oceanografia.
A descoberta reforça a ideia de que o fundo oceânico abriga processos biogeoquímicos complexos. Com mais estudos, é possível entender impactos em climas e ciclos naturais, além de ampliar o conhecimento sobre a vida sob condições extremas.
Observações preliminares indicam que os lagos submersos podem atuar como reservatórios de carbono. Essa função, ainda pouco compreendida, pode contribuir para a dinâmica de longo prazo do carbono nos oceanos.
Pesquisas futuras devem detalhar a composição química, a fauna adaptada e as dinâmicas de fluxo entre o lago e o ambiente ao redor. Os cientistas pretendem mapear outras áreas com potencial semelhante ao redor do planeta.
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