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Sol apresenta mudanças, após pesquisadores ouvirem seu ‘coração’

Estudo heliosismológico indica mudança estrutural no interior do Sol desde o ciclo vinte e três, com magnetismo cada vez mais confinado abaixo da superfície e possível novo modo por décadas

Uma imagem dividida mostrando um Sol ativo durante o máximo solar (à esquerda, foto tirada em 2014) e um Sol calmo durante o mínimo solar (à direita, foto tirada em 2019) — Foto: NASA/SDO
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  • Pesquisadores usam heliosismologia e dados de seis telescópios da Rede de Oscilações Solares de Birmingham (BiSON) para ouvir o “coração” do Sol.
  • A partir dessas oscilações, constatam que a atividade magnética do Sol está se comprimindo em uma camada cada vez mais rasa, abaixo da superfície, desde o 23º ciclo solar.
  • O estudo, publicado em 28 de maio no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, aponta mudanças ao longo dos ciclos 22 a 25 (1987 a 2025).
  • O 25º ciclo parece apresentar sinais fortes dessa mudança, com a estrutura interna mudando conforme as frequências analisadas.
  • Especialistas ressaltam que as alterações não podem ser explicadas apenas por campos magnéticos mais fracos, sugerindo uma reorganização de como a atividade magnética é armazenada abaixo da superfície.

Ao ouvir o coração do Sol por meio da heliosismologia, pesquisadores encontraram mudanças no comportamento da estrela. O estudo aponta alterações ao longo de quatro décadas, acompanhadas por dados coletados globalmente. A publicação ocorreu em 28 de maio, no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Os cientistas analisaram oscilações do modo p, ondas sonoras no interior solar. O conjunto de dados envolve seis telescópios da Rede de Oscilações Solares de Birmingham, na Inglaterra. As observações revelam mudanças estruturais próximas à superfície, conectadas aos ciclos 22 a 25 (1987-2025).

Detalhes da descoberta

Segundo os pesquisadores, a atividade magnética do Sol estaria sendo comprimida em uma camada rasa, menos de 1000 quilômetros abaixo da superfície. O atual 25º ciclo solar apresenta sinais mais fortes nessa camada, apesar de indicadores de superfície menos intensos.

O estudo aponta também que, em termos de dados heliosísmicos de alta frequência, o 25º ciclo pode ser considerado mais ativo do que os sinais tradicionais de superfície indicam. A investigação ressalta que mudanças não são explicadas apenas pela variação do campo magnético.

Implicações para o clima espacial

O grupo aponta que a reorganização estrutural da magnetosfera interna pode influenciar o clima espacial. Isso afeta potencialmente satélites, comunicações, GPS e redes elétricas na Terra. Pesquisas futuras com o BiSON visam confirmar se as alterações persistem no 26º ciclo solar.

O principal pesquisador é o professor Bill Chaplin, da Universidade de Birmingham. O estudo envolve ainda colaboração internacional, com participação de especialistas em astrofísica solar. Os resultados ampliam o entendimento sobre o funcionamento interno do Sol.

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