- Arqueólogos em York, Inglaterra, identificaram púrpura de Tiro em fragmentos têxteis de dois bebês enterrados há cerca de 1.700 anos.
- O corante, usado na época por imperadores e aristocracia, aparece em sepulturas de gesso com vestimentas de luxo, sugerindo alto status social.
- Os túmulos mostram rituais fúnebres ricos, com um caixão de pedra em um caso e um caixão de chumbo no outro, indicando diferença de posição social.
- A conservação é tão boa que resíduos químicos da cor e impressões do tecido permanecem quase dois milênios depois.
- A púrpura de Tiro tem significado histórico e bíblico, associada à riqueza e autoridade, o que torna a descoberta ainda mais surpreendente.
O que aconteceu: arqueólogos da Universidade de York identificaram vestígios da púrpura de Tiro em fragmentos têxteis encontrados em sepulturas de dois bebês romanos, enterrados há cerca de 1.700 anos na cidade. A descoberta ocorreu durante pesquisas sobre costumes funerários na York romana.
Quem está envolvido: a equipe liderada por pesquisadores da Universidade de York analisou os fragmentos preservados em sepulturas de gesso, onde a mistura líquida usada na cerimônia permitiu conservar os tecidos.
Quando e onde: os enterros datam dos séculos III e IV, em York, no atual território da Inglaterra. As tumbas de gesso preservam impressões do tecido e resíduos químicos do corante.
Por quê: o achado sugere que, mesmo diante de alta mortalidade infantil, os rituais fúnebres envolviam itens de luxo, indicando vínculos emocionais entre famílias e usos de adereços caros.
Vestígios da púrpura de Tiro
A púrpura, extraída de moluscos murex, era um dos pigmentos mais valorizados do mundo romano. O processo envolvia esmagar milhares de conchas para obter pequenas quantidades, tornando o pigmento extremamente caro.
Significado histórico
O tecido tingido de púrpura envolvia os bebês ao enterrá-los, com adornos de ouro, sinalizando status social. Um dos enterros ocorreu em caixão de pedra ao lado de adultos; o outro, em caixão de chumbo, mostra diferença de posição social entre as crianças.
Implicação para a leitura histórica
Especialistas destacam que a presença do turquesa tinto em sepulturas infantis contradiz a ideia de vínculos fracos entre pais e filhos na antiguidade, sugerindo luto reconhecido pela família.
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