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Arqueólogos revelam cidade perdida de 4 mil anos com ruas e muralhas

Cidade perdida de quatro mil anos no deserto da Arábia revela muralhas de 14,5 quilômetros e indícios de comércio de longo alcance

Arqueólogos encontram cidade perdida de mais de 4 mil anos e revelam ruas, muralhas e sinais de comércio esquecidos pelo tempo
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  • Arqueólogos revelam a cidade fortificada de Al-Natah, no Oásis de Khaybar, Arábia Saudita, com cerca de quatro mil anos.
  • A área total é de 2,6 hectares, planejada para abrigar 500 moradores fixos, com divisão entre área administrativa central e zona residencial.
  • As casas tinham fundações de pedra e chegavam a dois andares; tumas em formato de torre compõem uma necrópole estruturada.
  • Uma muralha de 14,5 quilômetros rodeava o oásis para proteger contra saqueadores; a descoberta foi facilitada por radares que penetram o solo arenoso.
  • Itens no complexo funerário, como ágata e machados de metal, sugerem um centro logístico de comércio entre mercadores de longas distâncias, conforme estudo do Centro Nacional de Pesquisa Científica.

O deserto revela uma cidade perdida com mais de 4 mil anos, desafiando narrativas tradicionais do Oriente Médio. O vento desloca a areia e expõe estruturas que eram desconhecidas para a história antiga, como ruas, muralhas e sinais de comércio.

Tratada com tecnologia de radar de penetração no solo, a área do Oásis de Khaybar, na Arábia Saudita, mostrou o assentamento de Al-Natah. O assentamento tem 2,6 hectares e foi planejado para abrigar cerca de 500 moradores fixos, com divisão entre área administrativa central e zona residencial.

A descoberta ocorreu durante levantamento recente que mapeou paredes e ruas sem remover grandes volumes de terra. As casas têm fundações pesadas de pedra e podem chegar a dois andares. Um necrópole com tumbas em formato de torre também foi identificada no local.

Estrutura defensiva e contexto histórico

A Atlalha aponta que uma muralha de 14,5 quilômetros circundava o oásis, protegendo fontes de água potável em meio ao ambiente árido. Essa defesa exigia organização social e recursos para cortar rochas diuturnamente, segundo pesquisadores.

Comparação entre estruturas defensivas evidencia diferentes níveis de custo e risco: muro de barro simples, muralha de pedra espessa e torreões de vigia isolados. A muralha é atribuída a enfrentar saqueadores nômades e avanços de exércitos vizinhos.

Evidências de comércio e economia antiga

O complexo funerário na zona oeste guarda itens como ágatas e machados de metal, indicativos de riqueza acima do esperado para uma população agrícola. Pesquisadores associam o local a um centro logístico de trocas entre mercadores de longas distâncias.

O pesquisador Guillaume Charloux, ligado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica, valida a ideia de uma intensa rede de comércio milenar no deserto. A descoberta amplia a compreensão sobre urbanização durante a Idade do Bronze em áreas remotas.

Impacto científico e lições históricas

Especialistas antes supunham que urbanização ocorria principalmente ao longo de grandes rios. A nova evidência no deserto saudita mostra trajetórias de desenvolvimento humano menos lineares, com núcleos resilientes em ambientes desafiadores.

A história aponta que a sobrevivência dependia de adaptar estratégias diante da escassez hídrica, mantendo a vazão do comércio mesmo quando as condições externas mudavam.

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