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Cigarros aromatizados podem atrair nova geração de dependentes

Cigarros aromatizados e vapes atraem adolescentes, elevando o risco de dependência de nicotina e doenças crônicas, segundo especialistas

Vapes atraem jovens, mas não são livres de riscos. (Foto: Adina Matasaru's Images via Canva)
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  • Produtos de nicotina, incluindo vapes e cigarros com aromas, estão ganhando espaço entre adolescentes e jovens, com sabores que lembram frutas, doces e bebidas.
  • Especialistas destacam que aromas, fragrâncias e itens visualmente atrativos podem facilitar a experimentação e a dependência de nicotina.
  • Dados da Organização Pan-Americana da Saúde, citados pelo INCA, apontam que cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas; aproximadamente 2 milhões utilizam cigarros eletrônicos.
  • Estudo publicado na revista Tobacco Control, em 2026, assinado por André Zsklo e colegas, questiona argumentos da indústria sobre aditivos de sabor e aponta que é viável produzir cigarros sem aromas.
  • Especialistas alertam para o aumento da exposição à nicotina com novas tecnologias e nicotina sintética, defendendo medidas de prevenção para reduzir o início do consumo entre jovens.

Nos produtos de nicotina, aromas, sabores e tecnologia têm atraído adolescentes e jovens, com cores, cheiros e referências a frutas, doces e bebidas. Especialistas alertam para o risco contínuo de dependência de nicotina e danos à saúde.

Dispositivos como vapes e pods ganharam espaço no debate de prevenção ao tabagismo, ampliando a experimentação entre menores. A aparência atraente e o marketing direcionado elevam o interesse de quem ainda não consumia.

Segundo dados da Opas, citados pelo INCA, cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas, e aproximadamente 2 milhões utilizam cigarros eletrônicos.

Além do vício, a nicotina pode levar a dependência rápida, dificultando a interrupção. O tabagismo continua ligado a câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Estudo recente questiona argumentos da indústria

Publicação na revista Tobacco Control, em 2026, analisa dados do setor e aponta que muitas marcas não utilizam aditivos de sabor questionados pela Justiça. Constatou-se que é tecnicamente viável produzir cigarros sem aromas adicionais, contrariamente aos argumentos da indústria.

Tecnologias em foco e medidas de saúde pública

Especialistas destacam ainda o crescimento de nicotina sintética e formulações que aumentam a atratividade entre jovens. O objetivo de órgãos de saúde é reduzir o apelo desses produtos e dificultar a iniciação.

Diante do cenário, autoridades reforçam que, apesar da aparência moderna, os riscos da nicotina permanecem relevantes para adolescentes e jovens. A prevenção da iniciação continua como prioridade.

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