- O esfíncter urinário artificial, criado em mil noventa e seis, é o tratamento principal para incontinência em homens após cirurgia de próstata e já é coberto pelos planos desde 2014; no SUS, a liberação aconteceu em dois mil e vinte e cinco, mas ainda não está plenamente implementada.
- O urologista Carlos Alberto Sacomani, do Hospital Moriah, está próximo de quinhentos procedimentos e é a referência nacional nesse tipo de cirurgia.
- O custo do dispositivo fica entre setenta mil e noventa mil, sem incluir os gastos com cirurgia, hospital, médicos e demais itens.
- A cirurgia dura cerca de quarenta minutos; a alta é no dia seguinte e a ativação do aparelho ocorre, em geral, após seis semanas.
- Além dos planos de saúde, a técnica tem caminho no SUS, dependente de etapas de inclusão operacional; há há uma fila a reduzir conforme ampliação do acesso e treinamento de profissionais.
O esfíncter urinário artificial, utilizado para tratar incontinência em homens após a cirurgia de próstata, deve chegar ao SUS. A promessa vem do médico urologista Carlos Alberto Sacomani, do Hospital Moriah, que está próximo de 500 operações realizadas.
Sacoman i destaca que o dispositivo, desenvolvido em 1986, continua com a mesma base tecnológica. O implante é hidráulico, fica no escroto e, ao apertar uma bombinha, libera o fluxo de urina por até dois minutos.
A cirurgia está coberta por planos de saúde e já é executada no Brasil. Sacomani afirma que o custo inicial do equipamento fica entre 70 mil e 90 mil reais, sem incluir cirurgia, hospital e equipe.
Situação no SUS
O médico afirma que o SUS já aprovou a incorporação do procedimento pela Conitec, mas ainda não está implantado de modo eficaz. Segundo ele, a estimativa mais otimista aponta até um ano para a chegada plena.
A partir de 2014, a cirurgia passou a ser coberta pelos planos de saúde. Em 2025, o procedimento também foi liberado para o SUS, mas a implementação envolve logística, treinamento e custo.
A incontinência ocorre em 5% a 10% dos pacientes operados, dependendo de fatores como idade, tumor e experiência do cirurgião, aponta Sacomani. A maior parte dos casos está vinculada à cirurgia de próstata por câncer.
Detalhes do funcionamento
O esfíncter artificial é indicado para incontinência de esforço em homens, com outras opções menos eficazes para esse grupo. O equipamento é instalado cirurgicamente, requer uso ativo pelo paciente e pode manter controle urinário adequado para muitos.
A cirurgia dura cerca de 40 minutos, com alta no dia seguinte, e a ativação do sistema ocorre em aproximadamente seis semanas. O dispositivo costuma durar até 15 anos, com possíveis complicações associadas a qualquer procedimento.
Perspectivas de expansão
Para ampliar o acesso, Sacomani enfatiza a necessidade de treinar médicos e ampliar a disponibilidade no SUS. Ele também ressalta a importância de manter a qualidade do atendimento, com redução gradual da fila de pacientes.
O especialista é reconhecido pela experiência nacional, tendo iniciado a prática em 2001 e atuando em centros como o AC Camargo Cancer Center. Hoje, ele é referência na técnica no Brasil.
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