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Inteligência artificial não substitui médicos, mas já transforma a medicina

IA não substitui o médico, mas já transforma a prática médica com diagnósticos assistidos, gestão de dados e cirurgias mais precisas

(Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)
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  • Pesquisas de 2023 e 2024 mostram que a IA já faz parte da prática médica no Brasil: 62,5% das instituições de saúde usavam IA em 2023, e 17% dos médicos já utilizavam ferramentas de IA em 2024.
  • A IA não substitui o médico, mas já transforma consultórios, centros cirúrgicos e rotinas hospitalares, ampliando a capacidade de decisão humana com mais rapidez e segurança.
  • Na urologia e uro-oncologia, a IA auxilia na interpretação de exames, organiza grandes volumes de dados clínicos e antecipa riscos, elevando a acurácia diagnóstica entre 5% e 10% em determinados cenários.
  • Na medicina personalizada, a IA cruza histórico clínico, dados genéticos e variáveis do paciente para direcionar terapias mais específicas, com menor incidence de efeitos adversos e maior centralização do cuidado.
  • Na cirurgia robótica, a IA aumenta a precisão e a análise de dados em tempo real; porém, a regulamentação brasileira exige dois médicos presentes e equipe completa em sala, mantendo a responsabilidade humana.

A inteligência artificial já está transformando a medicina no Brasil, não apenas em teoria, mas na prática cotidiana de consultórios, centros cirúrgicos e hospitais. Um levantamento de 2025 da Anahp, em parceria com ABSS, mostra que em 2023 62,5% das instituições utilizavam IA em suas operações.

Um estudo de 2024 do Cetic.br indica que 17% dos médicos já incorporavam ferramentas de IA na rotina clínica. Ou seja, a tecnologia deixou de ser uma promessa para tornar-se parte da assistência médica.

Impacto atual da IA na medicina

Na urologia e uro-oncologia, a IA auxilia na interpretação de exames com maior precisão, organiza grande volume de dados e antecipa riscos, contribuindo para decisões mais rápidas e seguras. O diagnóstico assistido é uma das áreas com maior efeito.

Algoritmos analisam milhares de imagens em segundos, apontando alterações precoces que podem escapar à observação humana. Estudos apontam ganhos de acurácia entre 5% e 10% em alguns cenários, ampliando a atuação clínica sem reduzir o papel do médico.

Cirurgia, personalização e regulação

Na cirurgia robótica, a IA aumenta a precisão de movimentos e o monitoramento em tempo real. Pesquisas internacionais indicam menor taxa de complicações com sistemas inteligentes integrados. No Brasil, é obrigatória a presença de dois cirurgiões e de equipe completa em sala.

A medicina personalizada ganha fôlego ao cruzar histórico clínico, dados genéticos e variáveis do paciente, direcionando terapias com maior chance de sucesso e menos efeitos adversos. Esse uso reforça a humanização do cuidado.

Regulamentação e atuação clínica

Especialistas destacam que a IA reorganiza fluxos e otimiza recursos, sem substituir o julgamento clínico, a ética e a escuta qualificada. A prática médica permanece sob responsabilidade humana, com tecnologia atuando como suporte decisório.

O Fórum do CFM sobre Inteligência Artificial, em 2025, consolidou o ponto: a inteligência artificial é ferramenta, e o médico continua sendo a direção do cuidado. O foco é integrar tecnologia e atuação humana qualificada.

Sobre o especialista

Luís César Zaccaro, urologista e uro-oncologista, destaca que a IA ainda depende da supervisão clínica. Ele atua como delegado da SBU-SP e diretor do GEURP, reforçando o papel da medicina centrada no paciente.

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