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Medicamento poupa pacientes com câncer de bexiga de cirurgia invasiva, dizem médicos

Durvalumab com quimioterapia e radioterapia reduz recidiva do câncer de bexiga e dispensa cirurgia de remoção da bexiga, segundo estudo do Institute of Cancer Research, Londres

The artist Tracey Emin has spoken about the impact on her life of surgery she received after a diagnosis of bladder cancer in 2020.
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  • Durvalumab, imunoterapia, foi adicionada à quimioterapia e à radioterapia em um estudo de fase II liderado pelo Institute of Cancer Research, em Londres, para câncer de bexiga, visando evitar cirurgia de remoção da bexiga.
  • No teste com 54 pacientes, o câncer não regrediu novamente em 46 deles, ou seja, 85%.
  • Em comparação, sem imunoterapia, a mesma combinação de tratamento retornou o câncer em cerca de 60% dos casos.
  • Os resultados foram apresentados na conferência anual da American Society of Clinical Oncology, em Chicago.
  • A pesquisa destaca que manter a bexiga pode reduzir impactos físicos e psicológicos, preservando funções cotidianas dos pacientes.

Durvalumab, droga de imunoterapia, mostrou possibilidade de evitar cirurgia de remoção de bexiga em câncer de bexiga avançado, segundo estudo liderado pelo Institute of Cancer Research (ICR) em Londres. O ganho é reduzir recidivas e manter a bexiga em pacientes que receberiam tratamento com quimioterapia e radioterapia.

No estudo, 54 pacientes receberam a associação de durvalumab com quimioterapia e radioterapia, sem necessidade de cirurgia. Em 46 pacientes, o câncer não voltou após o tratamento, índice de 85%. Em comparação, sem imunoterapia, a recidiva fica em torno de 60%.

O ensaio é fase II e teve financiamento da AstraZeneca e da University of Birmingham. A pesquisa reforça a estratégia de tratamento combinado para câncer de bexiga agressivo, com foco em preservação da bexiga e qualidade de vida.

O pesquisador-chefe do ICR, Prof. Kristian Helin, afirma que a combinação com imunoterapia oferece melhoria de desfechos e reduz risco de recorrência já no primeiro ano. O objetivo é ampliar opções sem remoção da bexiga.

A Fundação Cancer Research UK comenta que a cirurgia radical pode trazer efeitos colaterais graves. A direção do ICR destaca que a abordagem pode representar mudança prática no cenário do câncer de bexiga, preservando função urinária.

A apresentação dos resultados ocorreu durante a reunião anual da American Society of Clinical Oncology, em Chicago, conferindo visibilidade internacional ao estudo. As descobertas devem ser replicadas em maiores ensaios para confirmação.

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