- Stonehenge, com blocos de até oitenta toneladas e até quatro toneladas, foi criado há cerca de quatro mil e quinhentos anos, envolvendo pedras de Marlborough, a cerca de trinta quilômetros, e de Gales, a cerca de duzentos e cinquenta quilômetros.
- Sem animais de carga, trabalhadores usaram trenós de madeira sobre trilhos de troncos lubrificados com gordura animal e correntes fluviais para deslocar as pedras.
- Para erguer as estruturas, travessas horizontais pesadas foram fixadas no topo das colunas usando técnicas de marcenaria aplicadas na rocha, com rampas de terra ao redor para mover o material para cima.
- Encaixes de pino e buraco, juntas de macho e fêmea e acabamento curvo contribuíram para a estabilidade do conjunto e a aparência arredondada.
- A pesquisa aponta que o monumento funciona como um calendário solar de pedra, alinhando-se ao nascer do sol no solstício de verão e ao pôr do sol no inverno, revelando conhecimento astronômico dos neolíticos.
O monumento antigo de Stonehenge, na planície de Salisbury, Reino Unido, continua a intrigar engenheiros pela sua construção há 4.500 anos. As pedras, pesando até 80 toneladas, indicam uma logística de alto grau de complexidade para a época.
A maior parte das rochas vem de dois espaços geográficos distintos. Pedras azuis, trazidas de Gales, percorreram cerca de 250 quilômetros com pesos de até 4 toneladas. Já as pedras sarsen, originárias de Marlborough, foram movimentadas por volta de 30 quilômetros, chegando a 80 toneladas.
Como blocos gigantes cruzaram o país sem tração animal? Os trabalhadores utilizaram trenós de madeira deslizantes sobre trilhos de troncos lubrificados com gordura animal e utilizavam correntes fluviais para auxiliar o transporte. Técnicas de deslocamento variaram conforme o tipo de rocha e a distância a percorrer.
Desafios da construção
Posicionar os blocos na vertical foi apenas o começo. Travessas horizontais imensas foram erguidas e fixadas no topo das colunas com técnicas complexas de marcenaria aplicadas diretamente à pedra bruta. Rampas de terra ao redor dos pilares ajudaram a erguer e manter a estabilidade da estrutura.
Ao longo do estudo, destacam-se encaixes de pino e buraco, bem como juntas de macho e fêmea que travam o conjunto de forma contínua. O acabamento curvo das superfícies aparece para criar uma ilusão de ótica ao céu, segundo os pesquisadores.
Função astronômica e significado
Especialistas da English Heritage apontam que Stonehenge funciona como um calendário solar de pedra, marcando as transições sazonais. O eixo principal alinha-se com o nascer do sol no solstício de verão e com o pôr do sol no inverno, evidenciando um conhecimento astronômico detalhado.
Essa precisão não seria apenas vaidade arquitetônica. A disposição das pedras sugere organização social avançada e cooperação em larga escala para sustentar uma economia agrícola que gerasse excedentes. O monumento mostra, assim, o poder de coordenação humana no Neolítico.
O que aprendem os pesquisadores
A reconstrução histórica indica que o projeto exigiu coesão social notável e planejamento de longo prazo. A monumentalidade de Stonehenge ilustra, de forma contundente, que comunidades antigas dominaram técnicas de logística pesada muito antes de tecnologias modernas.
Em síntese, Stonehenge permanece como um marco de engenharia, logística e astronomia pré-históricas. A obra revela não apenas o peso físico das pedras, mas o peso histórico de uma sociedade capaz de organizar grandes empreendimentos coletivos.
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