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Nova pílula para câncer de pâncreas emociona médicos

Daraxonrasib, droga alvo-dirigida para pâncreas, quase dobra a sobrevida em estudo de fase três no ASCO 2026, de seis vírgula sete para treze vírgula dois meses, com queda de sessenta por cento no risco de morte

Câncer de pâncreas é dos que tem a mais alta taxa de letalidade - (crédito: Freepik)
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  • No ASCO 2026, em Chicago, estudo de fase três com daraxonrasib para câncer de pâncreas metastático mostrou resultados expressivos.
  • Em comparação com quimioterapia padrão, a mediana de sobrevida aumentou de 6,7 para 13,2 meses, e o risco de morte caiu cerca de 60%.
  • O tratamento é uma segunda opção, após falha da primeira linha de quimioterapia; não é uma cura, mas pode ampliar tempo de vida com melhor qualidade.
  • A disponibilidade depende de aprovação regulatória nos Estados Unidos e no Brasil, com prazos que costumam variar de meses a alguns anos.
  • No Brasil, o tratamento atual de pâncreas avançado envolve quimioterapia (ex.: FOLFIRINOX modificado, gemcitabina com nab-paclitaxel) com desigualdades de acesso; a nova droga gera otimismo, mas ainda não está disponível.

O maior congresso de oncologia do mundo, ASCO 2026, em Chicago, apresentou uma novidade que emocionou médicos. Trata-se de dados de fase 3 sobre daraxonrasib, medicamento alvo-dirigido para o câncer de pâncreas. A apresentação aconteceu nesta segunda-feira, durante o evento.

O estudo RASolute 302 mostrou que a droga dobrou a sobrevida mediana de pacientes já tratados, de 6,7 meses para 13,2 meses, em comparação com quimioterapia padrão. O resultado ainda reduziu o risco de morte em cerca de 60%, segundo os entrevistados no painel.

Para coroar, os pesquisadores destacaram que o daraxonrasib é indicado após falha da primeira linha de tratamento quimioterápico. O ganho de tempo de vida precisa ser avaliado com cautela, pois não se trata de cura.

O que isso significa na prática

Pacientes com doença avançada podem ter mais tempo de vida e melhor controle da doença. A toxicidade costuma ser menor em relação à quimioterapia convencional, o que também impacta a qualidade de vida.

Perspectivas regulatórias e acesso

A aprovação regulatória é o próximo passo. Nos EUA, a análise deve ser acelerada; no Brasil, a Anvisa precisa avaliar a indicação, preço pela CMED e incorporação pelo SUS e planos de saúde. O caminho pode levar meses a anos.

Situação no Brasil hoje

O tratamento de pâncreas avançado no Brasil ainda se apoia em quimioterapias como FOLFIRINOX modificado ou gemcitabina com nab-paclitaxel, disponíveis conforme condição clínica. Acesso ainda varia entre estados e instituições.

Impressão de especialistas

Médicos destacam o impacto emocional durante o anúncio, dada a agressividade da doença. O ganho de meses de vida, com possível melhora na qualidade de vida, é visto como avanço importante, ainda que requeira confirmação em aprovação regulatória.

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