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Novas formas de remover CO2 da atmosfera devem crescer rápido, aponta relatório

Novas formas de remoção de CO₂ devem crescer rápido para limitar a 1,5°C, aponta estudo, pois apenas 0,1% das 2,2 bilhões de toneladas são removidas hoje

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  • Um estudo afirma que novas formas de remoção de CO₂ (CDR) precisam crescer em velocidades “altamente ambiciosas” para manter o aquecimento próximo de 1,5°C, com os próximos cinco anos sendo críticos para definir o papel dessas tecnologias.
  • Atualmente, as formas novas de CDR representam apenas 0,1% das 2,2 bilhões de toneladas de CO₂ removidas por ano; o restante vem de ações terrestres, como reflorestamento.
  • O ritmo de crescimento atual do CDR é de cerca de 40% ao ano, mas parte da base é pequena; seria necessário chegar a uma taxa entre o crescimento de painéis solares e de veículos elétricos, e apenas um quinto da capacidade planejada nos últimos anos foi entregue.
  • Países prometeram remover cerca de 2,7 bilhões de toneladas até 2035 e 3,6 bilhões até 2050, mas especialistas dizem que é preciso muito mais a longo prazo para atender aos caminhos climáticos.
  • A Microsoft, identificada como compradora de 82% dos créditos de CDR, pausou compras em abril; pesquisadores dizem que isso mostra a importância dos primeiros compradores, mas a difusão entre mais players é necessária.

O estudo ressalta que formas novas de remoção de CO2 da atmosfera precisam crescer em velocidades “altamente ambiciosas” para que o mundo mantenha o aquecimento global dentro de 1,5°C. A pesquisa aponta que, atualmente, as tecnologias emergentes respondem por apenas 0,1% das 2,2 bilhões de toneladas de CO2 retiradas anualmente.

A análise, publicada na terça-feira, compara o ritmo de crescimento dessas tecnologias com o de painéis solares e veículos elétricos, que cresceram mais rápido. O relatório aponta que apenas uma quinta parte da capacidade planejada nos últimos anos foi efetivamente entregue.

O estudo é a terceira edição do andamento independente sobre remediação de carbono (CDR) e é liderado pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research. Os pesquisadores destacam um hiato entre compromissos políticos e o que é necessário para cumprir caminhos climáticos alinhados ao acordo de Paris.

O que está em jogo

Segundo a pesquisa, governos assumiram compromissos de remoção de carbono de 2,7 bilhões de toneladas até 2035 e 3,6 bilhões até 2050, mas o cenário necessário exige frentes adicionais, especialmente a longo prazo. A capacidade atual é insuficiente para compensar emissões difíceis de eliminar.

Microsoft é citada como compradora de 82% dos créditos de CDR, com relatos de pausa nas aquisições em abril. Os autores destacam que o papel dos primeiros compradores é crucial, mas a difusão entre mais atores reduz vulnerabilidades.

Implicações e contexto

Análises apontam que políticas climáticas inconsistentes e volatilidade regulatória, especialmente nos EUA, afetam a credibilidade do setor. O estudo também aborda o risco de nem todas as formas de remoção armazenarem carbono de forma permanente.

Pesquisadores ressaltam que ações rápidas de corte de combustíveis fósseis devem acompanhar avanços em CDR. Sem redução de emissões, mesmo tecnologias de remoção em larga escala teriam impacto limitado no longo prazo.

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