- Em estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, uma pílula tomada uma vez ao dia dobrou as chances de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas.
- A medicação elevou a sobrevida média para mais de 13 meses, em comparação com pouco mais de seis meses com quimioterapia tradicional.
- O risco de morte caiu 60% e o tempo até a doença voltar quase dobrou, de 3,5 meses para 7,5 meses.
- Cerca de 90% dos pacientes com câncer de pâncreas possuem mutação genética-alvo pela droga, que atua bloqueando esse gene que estimula a proliferação celular.
- O estudo aponta efeitos colaterais fortes em 1,2% dos pacientes, bem abaixo dos 11% observados com quimioterapia.
O que aconteceu: pesquisadores apresentaram um remédio promissor para câncer de pâncreas, administrado em forma de pílula diária. A droga tornou possível dobrar a sobrevida média dos pacientes em comparação com a quimioterapia tradicional, segundo dados apresentados.
Quem está envolvido: médicos, cientistas e pacientes participaram do anúncio durante o encontro anual da American Society of Clinical Oncology. A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica participou entre cerca de 30 mil oncologistas presentes.
Quando e onde: a apresentação ocorreu no encontro anual da oncologia nos Estados Unidos. O evento reuniu profissionais da área para tratar de avanços no tratamento do câncer de pâncreas e outras mutações genéticas associadas.
Por que importa: a droga atua bloqueando uma mutação genética que acelera o crescimento tumoral. O benefício observado inclui maior tempo de sobrevivência e redução do risco de morte em comparação com a quimioterapia convencional.
Desdobramentos e dados do estudo
A sobrevida média com o novo medicamento passou de pouco mais de 6 meses e meio para acima de 13 meses. Em alguns casos, pacientes podem alcançar resultados ainda maiores, segundo os médicos.
O risco de morte foi reduzido em aproximadamente 60% entre os pacientes que receberam o tratamento. O tempo até a doença voltar mostrou melhoria de 3,5 meses para 7,5 meses, em média.
Em termos de segurança, apenas 1,2% dos pacientes apresentaram efeitos colaterais fortes. Esse índice é consideravelmente menor do que os 11% observados entre pacientes tratados apenas com quimioterapia.
Os pesquisadores ressaltam que, apesar do avanço, ainda não há cura para o câncer de pâncreas. Mesmo assim, o medicamento é visto como uma revolução no tratamento dessa forma agressiva da doença.
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