- A Anvisa autorizou o registro de ustequinumabe (Yesintek) para psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa.
- A psoríase é uma doença inflamatória crônica que afeta pele, articulações e unhas, com impacto emocional e metabólico.
- Principais sinais: placas vermelhas descamativas, coceira ou dor local, alterações nas unhas, dores articulares e lesões em regiões de dobra do corpo.
- Fatores que podem desencadear crises: estresse, infecções, traumas na pele, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, privação de sono e alguns medicamentos; o clima frio também pode agravar.
- Avanços terapêuticos com medicamentos biológicos; no Sistema Único de Saúde, adalimumabe, secuquinumabe e ustequinumabe representam grande parte do uso. Desafios incluem diagnóstico rápido, informação à população e acesso aos tratamentos.
A Anvisa autorizou o registro do ustequinumabe, comercializado como Yesintek, para tratamento de psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. A decisão ocorreu em maio e integra opções terapêuticas para doenças inflamatórias crônicas. O objetivo é ampliar o manejo dessas condições no Brasil.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica de origem imunomediada que afeta a pele principalmente, mas pode atingir articulações e unhas. Existem ainda ligações com problemas intestinais e oculares, com impacto emocional significativo. A ativação inadequada do sistema imune acelera a renovação celular cutânea.
Principais sinais incluem placas avermelhadas e descamativas em cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar, com coceira ou sensibilidade. Alterações nas unhas, como descolamento e ondulações, também são comuns, junto com eventuais dores articulares. Lesões em áreas de dobra podem simular infecções.
Fatores que desencadeiam crises envolvem estresse, infecções, traumas na pele, tabagismo, álcool, obesidade e privação de sono. Mesmo uso de certos medicamentos e suspensão abrupta de corticoides sistêmicos podem agravar o quadro. O clima frio e pele ressecada também colaboram para o agravamento.
Avanços terapêuticos indicam que os biológicos atendem pouco mais da metade dos pacientes sob SUS. Em 2024, adalimumabe, secuquinumabe e ustequinumabe responderam por grande parte do mercado, especialmente em casos moderados e graves. Essas opções trazem maior direcionamento e resposta mais rápida.
A pesquisa aponta que, apesar dos avanços, há desafios no diagnóstico e no tratamento. A distribuição por sexo é quase 50/50, com leve proteção à mulher. Idades de diagnóstico variam: mulheres costumam ter confirmação entre 50 e 59 anos, homens entre 44 e 64 anos.
Entre as barreiras, médicos destacam falta de informação e até atraso no diagnóstico como obstáculos. O acompanhamento irregular também é comum, com pacientes buscando atendimento apenas em crises. A adesão ao tratamento é essencial para controlar a inflamação e reduzir crises.
A Dra. Maria de Fátima ressalta que mitos ainda persistem: a psoríase não é contagiosa e não se trata apenas de estética. O estresse pode piorar, mas há tratamento eficaz, com períodos de remissão possíveis. O manejo exige acompanhamento médico e mudanças de hábitos de vida.
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