- Estudo publicado no periódico Nutrients associa o consumo regular de sofrito — refogado de cebola, alho e tomate no azeite de oliva — a melhor controle glicêmico e menor risco de diabetes tipo 2.
- Participaram 1.373 voluntários no Equador, com avaliação de dieta mediterrânea, estilo de vida, glicemia, IMC e circunferência abdominal.
- Compostos bioativos encontrados na receita, como licopeno do tomate e polifenóis do azeite, cebola e alho, ajudam a reduzir estresse oxidativo e inflamação, fortalecendo o metabolismo da glicose e a ação da insulina.
- O sofrito é considerado um elemento emblemático da Dieta Mediterrânea e pode compor pratos como paella, guisados e ensopados; o estudo reforça a importância da preparação dos ingredientes.
- Sugestões práticas para o Brasil incluem usar azeite ou óleo de canola no refogado, cozinhar em fogo baixo e adotar planejamento de refeições, com foco em ingredientes sazonais e preparo simples.
O estudo publicado no periódico Nutrients avaliou o consumo regular do sofrito, um refogado de alho, cebola e tomate no azeite de oliva, como base de refeições. Pesquisadores do Equador, Argentina e Estados Unidos analisaram 1.373 voluntários equatorianos para verificar relação com o controle glicêmico e o risco de diabetes tipo 2.
Participantes responderam a questionários sobre estilo de vida, histórico de diabetes, glicemia, IMC e circúnferência abdominal. A adesão a uma dieta similar à Mediterrânea também foi medida, com foco em hortaliças, frutas, leguminosas, grãos integrais, castanhas e azeite.
Segundo os autores, o consumo de frutas e a presença do sofrito aparecem como fatores protetores. O tomate fornece licopeno; o azeite, cebola e alho apresentam polifenóis que fortalecem defesa antioxidante, anti-inflamatória e ajudam a preservar células pancreáticas.
A pesquisadora Priscila Amad, do Einstein Hospital, afirma que o sofrito é elemento emblemático da Dieta Mediterrânea, especialmente entre comunidades espanholas. A combinação de ingredientes favorece o metabolismo da glicose e a ação da insulina, segundo o estudo.
O preparo serve como base para pratos tradicionais como paella, além de guisados e ensopados. A pesquisa reforça que o estilo de vida mediterrâneo envolve mais do que o cardápio, incluindo atividade física, descanso e convivência social.
A nutricionista Juliana Watanabe reforça que a culinária simples, com ingredientes frescos e sazonais, está ligada a hábitos saudáveis. Para Amad, o prazer de cozinhar e a forma de preparar os ingredientes são tão relevantes quanto o alimento em si.
Ela sugere adaptar o sofrito ao contexto brasileiro. Substituir óleo de soja por azeite ou óleo de canola, cozinhar em fogo baixo e manter o cozimento lento para liberar bioativos gradualmente. O arroz com feijão pode receber esse refogado como base de nutrientes.
Planejar as refeições facilita a adesão a hábitos saudáveis. Praticar o batch cooking, lavar, secar e armazenar verduras e legumes ajuda a manter alimentação equilibrada ao longo da semana, sem desperdícios.
Profissionais destacam que utensílios simples, como panela de pressão, forno e air fryer, ajudam a preparar várias receitas ao mesmo tempo, mantendo sabor e nutrientes sem frituras em imersão.
O estudo ilumina a relação entre preparo culinário simples e proteção metabólica, sem indicar conclusões finais. As autoridades em nutrição destacam a importância de práticas diárias que promovam saúde glicêmica por meio de escolhas alimentares acessíveis.
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