- A Saab revelou o Gripen F, versão biposto do caça, desenvolvido em cinco anos com a Embraer, AEL, Akaer e a participação da FAB.
- O projeto envolveu treinamento de mais de 350 engenheiros e técnicos brasileiros; a Embraer sedia a única linha de produção do Gripen E fora da Suécia.
- O Gripen F foi alongado em 66 centímetros para abrigar o segundo assento, mas deixou de ter canhão de 27 milímetros e parte do espaço para combustível, reduzindo o raio de combate em estimados cerca de 10%.
- O Brasil pretende chegar a uma frota de até cinqüenta caças, com oito unidades do modelo F já adquiridas e onze Gripen E em operação no país.
- Além de formação, o Gripen F também é visto como plataforma para futuras operações com drones e sistemas de IA, com planos de ampliar a cooperação brasileira em pesquisa e desenvolvimento.
O Gripen F, versão biposto do caça Gripen da FAB, foi apresentado pela Saab nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, em Linköping, Suécia. O modelo foi desenvolvido em cinco anos com a Embraer, AEL, Akaer e a própria Força Aérea Brasileira, visando ampliar a capacidade de combate com dois pilotos.
O projeto contou com a participação de engenheiros brasileiros em parceria com a Saab, incluindo mas não se limitando a equipes da Embraer. Segundo a Saab, metade dos profissionais envolvidos são suecos e metade, brasileiros, incluindo trabalhadores da Embraer.
O lançamento ocorreu na fábrica da Saab em Linköping, com a presença do ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, e de autoridades suecas. O presidente da Saab, Mikael Johansson, ressaltou a cooperação como fundamental para o sucesso do programa.
A Saab informou que um segundo centro de pesquisa no Brasil está nos planos, reforçando a presença brasileira no desenvolvimento. O Gripen F surge como adaptado ao uso dual, com cabine para dois pilotos e arquitetura para futuras integrações de armas e sistemas.
O Gripen F foi estendido em 66 cm em relação ao Gripen E, mantendo a envergadura, mas sem o canhão de 27 mm. O segundo posto exige maior espaço de instrumentação, oxigênio e assento ejetável. A perda de combustível reduz o raio de combate, estimado em cerca de 10%.
Na prática, o segundo piloto atua como oficial de manejo de armas e controlador de operações com drones, abrindo caminho para a ideia do sistema de plataformas autônomas. A Saab classifica o desenvolvimento como uma inovação única no contexto do programa Brasil.
Capacidade, produção e mercado
O Brasil já sediou a única linha de produção do Gripen E fora da Suécia, em atuação na Embraer. A empresa brasileira também participa da montagem do Gripen E local, com avanços relevantes no treino de engenheiros.
Desde 2014, o Brasil adquiriu 36 aviões Gripen, com parte do investimento envolvido em atualização tecnológica. Atualmente, oito aeronaves do tipo E e quatro do tipo F integram o portfólio da FAB, conforme o planejamento de substituição de frota.
A família Gripen passa a contar com a geração E/F, marcada pelo maior salto tecnológico do programa. A Saab vê potencial de fornecimento a outros clientes, mantendo a prioridade de contratos com a FAB e a Colômbia, segundo declarações oficiais.
Futuro de cooperação e inovação
A colaboração entre Brasil e Suécia permanece estratégica, com a perspectiva de ampliar a cooperação para além de pedidos atuais. A Saab enfatiza a importância de manter o elemento humano no uso de tecnologias avançadas, inclusive em operações com IA.
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