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3I/Atlas: cientistas analisam 74 milhões de sinais em busca de extraterrestres

SETI analisa 74 milhões de sinais do 3I/Atlas, não encontra tecnossinaturas e delimita transmissões potenciais entre 10 e 110 watts

Após uma série de filtros para eliminar interferências produzidas por atividades humanas, como sistemas de GPS, telefonia móvel e satélites em órbita da Terra, sobraram apenas 211 sinais do 3I/Atlas para análise detalhada - (crédito: Flow)
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  • O SETI monitorou o 3I/Atlas por mais de sete horas em busca de sinais de rádio de banda estreita, sem encontrar evidências de transmissões artificiais.
  • Foram analisados cerca de 74 milhões de sinais candidatos; após filtros, restaram 211, todos de origem terrestre.
  • Os pesquisadores estabeleceram limites para possíveis transmissores no objeto: potência inferior a 10 a 110 watts na faixa observada.
  • As observações ocorreram com o Allen Telescope Array, na Califórnia, usando 28 antenas e frequência entre 1 e 9 gigahertz, com o sistema de análise Bliss.
  • O 3I/Atlas foi descoberto no primeiro de julho de 2025 pelo sistema ATLAS, no Chile; é o terceiro visitante interestelar confirmado, e os dados sugerem fortemente que se trata de um objeto natural, como um cometa.

O monitoramento do objeto interestelar 3I/Atlas, realizado pelo SETI, não revelou evidências de transmissões artificiais, mas ampliou os limites da busca por tecnologia extraterrestre. O estudo, publicado no The Astronomical Journal, descreve uma varredura detalhada em busca de sinais de tecnossinaturas.

O alvo foi o 3I/Atlas, terceiro visitante interestelar confirmado a atravessar o Sistema Solar. A descoberta ocorreu em julho de 2025 pelo sistema ATLAS, no Chile. A pesquisa reforça que o objeto é provavelmente natural, apresentando características de cometa, como uma nuvem de gás e poeira ao redor.

As observações ocorreram em mais de sete horas de monitoramento com o Allen Telescope Array, na Califórnia. A equipe utilizou 28 antenas, cobrindo frequências de 1 a 9 GHz, faixa cerca de 10 vezes maior do que em estudos anteriores. O objetivo foi detectar emissões de banda estreita associadas a tecnologia.

Ao todo, partiram de 74 milhões de sinais candidatos. Após filtros para eliminar interferências terrestres, restaram 211 sinais para análise detalhada, todos com origem terrestre ou de satélites conhecidos. A ausência de sinais limita, portanto, a potência de qualquer transmissor no 3I/Atlas.

Segundo o estudo, qualquer possível transmissor naquele objeto possuiria potência abaixo de 10 a 110 watts na faixa observada, equivalente a aparelhos domésticos comuns. Ainda assim, os cientistas destacam a importância de ampliar a sensibilidade da busca por tecnossinaturas.

Metodologia e tecnologia

O trabalho destacou o uso de um sistema de análise denominado bliss, capaz de detectar sinais muito fracos em grandes volumes de dados. A rapidez da operação também foi enfatizada: o monitoramento teve início menos de 24 horas após a confirmação do 3I/Atlas.

A equipe ressalta que a pesquisa demonstra a viabilidade de detectar sinais mesmo em objetos a bilhões de quilômetros de distância. Além de explorar possíveis sinais, o estudo ajuda a entender a composição e o comportamento de materiais formados em outros sistemas estelares.

Valeria Garcia Lopez, coautora do estudo, afirma que os resultados mostram a capacidade realista de detectar sinais tecnológicos com a tecnologia disponível hoje. O foco permanece na pesquisa de possíveis technossinaturas e no estudo das características do visitante interestelar.

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