- A Anvisa recolheu o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 de água Crystal, produzido pela Mineração Bom Jesus em Luziânia, GO, após detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa.
- Cerca de 374 mil garrafas de 500 ml do lote estão sendo recolhidas, com suspensão de venda, distribuição e uso até conclusão das investigações.
- A confirmação veio após análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) e contraprova, levando à interdição do lote e comunicação à Anvisa.
- A bactéria encontrada é a mesma associada a casos envolvendo produtos da Ypê, mas pode ter origem diferente; Pseudomonas aeruginosa é comum em ambientes úmidos e pode afetar pessoas com maior vulnerabilidade.
- O lote foi fabricado em 20 de janeiro de 2026 e tem validade até janeiro de 2027; a fabricante informou que está colaborando com as autoridades.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da água mineral sem gás Crystal, produzido pela Mineração Bom Jesus, em Luziânia (GO). A ação ocorreu após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas por autoridades sanitárias. A medida envolve suspensão de venda, distribuição e uso do lote.
O lote, com aproximadamente 374 mil garrafas de 500 ml, foi distribuído pelo Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo. A interdição segue a conclusão de uma análise de rotina realizada pelo Lacen-DF, que confirmou a presença da bactéria em amostra inicial e na contraprova.
A Pseudomonas aeruginosa também já foi tema de investigações envolvendo produtos da marca Ypê em 2025. Especialistas destacam que, apesar de a bactéria ser a mesma espécie, as origens dos casos podem ser distintas.
A bactéria é considerada oportunista. Em pessoas saudáveis, pode não causar sintomas, mas representa risco para indivíduos com imunidade comprometida ou em tratamento médico. Infecções comuns incluem ouvido, pele, olhos, vias urinárias e pulmões.
Casos graves podem atingir a corrente sanguínea, ossos e órgãos internos, sendo especialmente preocupante para pacientes hospitalizados. Algumas cepas exibem resistência a antibióticos, aumentando o desafio de tratamento.
A presença em produtos industrializados costuma estar ligada a falhas de controle sanitário ou contaminações durante captação, armazenamento, envase ou transporte. A investigação da Crystal permanece em andamento, com foco no possível reajuste do processo produtivo.
Segundo a fabricante, foi iniciada uma apuração interna para identificar as causas da contaminação. A empresa afirmou colaborar com a Anvisa e demais órgãos de vigilância sanitária no andamento das apurações.
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