- O Pacífico supera a média, sinalizando formação de um novo El Niño para 2026 e 2027, com potencial de alta intensidade.
- O apelido “El Niño Godzilla” ganhou uso popular, mas não é termo científico oficial; especialistas dizem que ele gera alarmismo sem embasamento técnico.
- Previsões da NOAA indicam cerca de 96% de probabilidade de o evento permanecer ativo até o início de 2027, com início fraco a moderado e possível fortalecimento depois.
- A NASA e outros especialistas alertam para riscos climáticos, mas não há confirmação de que o próximo El Niño chegue ao nível de superevento; chance de evento muito forte é estimada em cerca de 25%.
- No Brasil, impactos variam por região: Sul pode ter mais chuva e enchentes; Norte e Nordeste podem enfrentar seca; Sudeste e Centro-Oeste podem ter veranicos e calor intenso.
O aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial indica a formação de um novo El Niño para 2026 e 2027. A expressão popular Godzilla voltou a circular na mídia, mas especialistas ressaltam que não é termo científico.
Pacientes com atuação da meteorologia apontam que o apelido tem apelo midiático, não embasamento técnico. Cientistas destacam que a classificação segue escalas de fraco a muito forte, sem referência a monstros.
Relatórios da NOAA indicam cerca de 96% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o começo de 2027. A intensidade inicial deve ser fraca a moderada, com possibilidade de fortalecimento no segundo semestre.
O que significa o termo ‘Godzilla’
El Niño é um fenômeno natural que afeta padrões de chuva e temperatura globais. Quando as águas superficiais do Pacífico sobem mais de 2°C acima da média, a ciência classifica como El Niño.
O termo ganhou notoriedade após episódios extremos entre 2015 e 2016, marcando impactos severos em várias regiões do planeta. A expressão passou a simbolizar alta intensidade.
O que diz a ciência
A nomenclatura oficial não inclui Godzilla, segundo meteorologistas. A ciência utiliza categorias que vão de El Niño fraco a muito forte, sem apelidos sensacionalistas.
Especialista da Universidade de Melbourne classifica o uso do termo como inadequado, afirmando que pode provocar temor desnecessário entre agricultores e comunidades dependentes do clima.
Observação sobre previsões
A NASA e outros especialistas reforçam que mudanças climáticas podem intensificar riscos, mas ainda não há confirmação de um superevento. A probabilidade de atingir nível muito forte permanece sob análise.
No Brasil, a consolidação do El Niño pode trazer extremos regionais. O Sul pode ter mais chuvas fortes, o Norte e o Nordeste podem enfrentar secas, e o Sudeste e o Centro-Oeste podem ter veranicos e calor intenso.
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