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Como é medida a capacidade do porta-malas dos carros e quais métodos são usados

Medidas variam entre VDA, SAE e aferição completa; no Brasil, fabricantes escolhem o método, impactando o volume declarado e a percepção de espaço

Método de medição do porta-malas pode dar a impressão de espaço mais amplo. Na foto, Fiat Fastback.
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  • Existem três métodos comuns de medição de porta-malas: VDA, SAE e a aferição completa por líquido, usados conforme mercado e objetivo técnico.
  • O método VDA, usado principalmente na indústria europeia, empilha blocos de plástico de exatamente 1 litro para estimar o volume, resultando em valores mais conservadores.
  • O método SAE, adotado por marcas norte-americanas, usa prismas e blocos de tamanhos variados para refletir bagagens reais.
  • A aferição completa, a mais otimista, calcula o volume bruto como se o espaço fosse preenchido por água, aumentando a litragem final.
  • No Brasil não há regulamentação única; muitas montadoras seguem o VDA como base, mas podem adotar o índice que preferirem, como evidenciado pelo caso do Chevrolet Onix Plus em 2022, que ganhou 31 litros adicionais sem mudanças físicas.

O porta-malas é um dos itens considerados na hora de comprar um carro, especialmente para famílias grandes ou viagens frequentes. A capacidade é medida em litros e varia conforme o método utilizado pelos fabricantes.

Entender como se chega ao número informado pode esclarecer dúvidas sobre o espaço real disponível. Do lado prático, o desenho do interior, a boca de carga e os recortes internos influenciam a acomodação das bagagens tanto quanto a litragem anunciada.

O que determina a medição

Globalmente, há três padrões comuns: VDA, SAE e a aferição completa por líquido. Cada um tem regras distintas sobre como o espaço é calculado e apresentado ao consumidor.

VDA: padrão preferido na Europa

O método VDA utiliza blocos sólidos simulando 1 litro. Os blocos são empilhados no porta-malas, sem ocupar vãos muito estreitos ou recortes irregulares. O resultado tende a ser mais conservador.

SAE: padrão norte-americano

Na SAE, blocos de tamanhos variados simulam bagagens reais. Em vez de blocos idênticos, há prismas e peças com diferentes volumes para refletir usos práticos.

Aferição completa: o método otimista

Essa abordagem considera o volume bruto como se estivesse cheio de água. Assim, o resultado costuma ser o mais alto entre os métodos, estimando maior capacidade.

Brasil: sem regulamentação unificada

No Brasil, não há norma única para medição de porta-malas. O VDA serve como base técnica para a maioria das montadoras, mas há liberdade para escolher o índice utilizado.

Exemplos práticos

Um caso marcante ocorreu com o Chevrolet Onix Plus, em 2022. Ao migrar de SAE para VDA, a capacidade subiu de 469 para 500 litros sem alterações no metal. A mudança ocorreu pela forma de cálculo da tampa não ser exigida pela VDA.

Como interpretar as cifras

A leitura do número em litros não basta. A posição das rodas, a largura da boca de carga e os recortes internos também determinam o espaço útil para malas, especialmente em viagens.

Conclusão sobre a escolha do método

Fabricantes selecionam o método que melhor representa o uso pretendido do veículo, dentro das regras aplicáveis ao mercado. Por isso, comparar apenas o número de litros pode levar a conclusões imprecisas. Fontes de referência incluem análises técnicas de indústria e reportagens de veículos.

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