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Detalhes sobre medicamento oncológico que emocionou médicos em congresso

Daraxonrasib reduz risco de morte em sessenta por cento em câncer pancreático metastático, em estudo de fase três apresentado no ASCO

Imagem ilustrativa de pílula — Foto: Hal Gatewood/Unsplash
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  • Em estudo de fase três, o RASolute 302 avaliou 500 pacientes com variantes do gene RAS, randomizados entre daraxonrasib 300 mg diário e quimioterapia intravenosa.
  • Entre os com mutações, a sobrevida mediana foi de 13,2 meses no grupo que tomou o comprimido versus 6,6 meses com a quimioterapia; o risco de morte caiu 60%.
  • Mais de 31% dos que receberam o comprimido apresentaram redução mensurável do tumor pancreático, contra 11,2% no grupo da quimioterapia.
  • O daraxonrasib atua suprimindo a sinalização da proteína RAS, que impulsiona o crescimento de tumores em cânceres com mutações dessa proteína, incluindo adenocarcinoma ductal pancreático, câncer de pulmão não pequenas células e colorretal.
  • A Revolution Medicines planeja submeter os dados à FDA para aprovação; no Brasil, a entrada depende da Anvisa e de diretrizes da ANS, com evolução regulatória futura.

Durante o maior congresso de oncologia do mundo, o ASCO, em Chicago, médicos reagiram de forma comovida aos resultados de um estudo de fase 3 com a pílula daraxonrasib. O estudo, chamado RASolute 302, avaliou pacientes com câncer pancreático metastático.

O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, e mostrou benefício significativo em comparação com a quimioterapia intravenosa padrão. O objetivo foi medir a sobrevivência global em indivíduos que já haviam passado por tratamentos prévios.

No total, participaram 500 pacientes com variantes do gene RAS, sendo 91,8% portadores da mutação G12, comum no câncer de pâncreas. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente entre o comprimido de 300 mg e a quimioterapia.

Resultados de impacto

Entre os que tinham mutações RAS, a mediana de sobrevida foi de 13,2 meses com o comprimido, ante 6,6 meses com a quimioterapia. O risco de morte caiu 60% no grupo que recebeu o medicamento. Além disso, mais de 31% apresentaram redução mensurável do tumor, contra 11,2% no grupo quimioterapia.

Ampliação do contexto terapêutico

Os resultados ficaram consistentes ao analisar o conjunto total de pacientes, incluindo aqueles sem mutação identificada no RAS. A pesquisa reforça a atuação do fármaco contra cânceres impulsionados por mutações comuns do gene RAS, incluindo outros tipos além do pancreático.

Perspectivas regulatórias

A Revolution Medicines pretende submeter os dados à FDA para obtenção de aprovação regulatória. No Brasil, o caminho depende dos processos da Anvisa e da eventual publicação de diretrizes pela ANS. O comunicado do estudo enfatiza o avanço rumo a tratamentos que atinjam pacientes com progressão após terapias prévias.

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