- O governo dos Estados Unidos informou que vai desativar o sistema de observação oceânica de US$ 368 milhões, instalado há cerca de uma década para monitorar ecossistemas marinhos, correntes e clima global.
- A Fundação Nacional de Ciência (NSF) disse que enviará navios ainda neste mês para remover mais de 900 instrumentos de águas profundas ancorados na costa de Oregon, Washington, Alasca, Carolina do Norte e no mar de Irminger, entre Groenlândia e Islândia.
- O sistema fornecia dados sobre como o oceano absorve gases de efeito estufa, mudanças de temperatura e sinais de alterações climáticas, além de inundações costeiras na costa leste dos Estados Unidos.
- A remoção pode levar quinze meses; instrumentos no mar de Irminger continuarão operando até 2028, devido a vínculos com pesquisas internacionais.
- A rede, que começou a funcionar em 2016 com previsão de vinte e cinco anos, custava cerca de US$ 48 milhões por ano e já havia sido alvo de propostas de corte pelo governo, com resistência do Congresso para manter o financiamento.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, decidiu desmantelar uma rede de observação oceânica avaliada em US$ 368 milhões. O sistema foi instalado há uma década para monitorar ecossistemas marinhos, ambientes costeiros e correntes que influenciam o clima global. A remoção afetará dados de longo prazo sobre o oceano.
A rede, financiada pela NSF, está ligada a mais de 900 instrumentos de águas profundas ancorados em várias regiões, incluindo a costa do Oregon, Washington, Alasca, Carolina do Norte e uma área entre Groenlândia e Islândia conhecida como mar de Irminger. A retirada deve começar neste mês.
A equipe de pesquisadores depende desses dados para entender como o oceano absorve gases de efeito estufa, medir mudanças na temperatura e avaliar impactos na pesca, bem como sinais de alterações climáticas. A região do mar de Irminger tem papel crucial na Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico.
Desmobilização e localização das amarrações
Segundo a NSF, a decisão de desmontar a Iniciativa de Observatórios Oceânicos visa acelerar prioridades científicas e gerir melhor o portfólio de infraestrutura de pesquisa. O processo envolve a remoção de instrumentos ancorados com sensores que vão desde a superfície até milhares de metros de profundidade.
A operação, prevista para durar cerca de 15 meses, manterá ativos apenas alguns dispositivos em regiões específicas, incluindo vulcões submarinos ativos no Oregon até 2028. As amarrações estão fixadas a 2.800 metros de profundidade e conectam cabos a veículos robóticos que coletam dados.
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