- A Anvisa determinou o recolhimento voluntário do lote LZ1 de Água Mineral Crystal, com 374,4 mil garrafas de 500 ml, validade em 20 de janeiro de 2027, distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo.
- A medida ocorreu após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa nas análises do produto, levando à suspensão de venda, distribuição e consumo do lote.
- O infectologista Nilton Cavalcante explicou que a bactéria é comum em ambientes úmidos; a maioria das pessoas não apresenta reação, mas grupos com imunidade comprometida têm maior risco, e a ingestão pode causar danos futuros.
- O especialista também destacou falha no sistema de controle de infecção, lembrando que a água mineral passa por checagens de toxinas, metais e sais e que qualquer irregularidade exige recolhimento imediato.
- A Crystal informou que a contaminação ocorreu em uma única amostra no Distrito Federal, o lote foi envasado em janeiro e a circulação é restrita; mais de 300 análises posteriores deram negativo e os demais produtos não foram afetados. Consumidores com garrafas do lote LZ1 devem evitar o consumo e buscar ressarcimento/devolução junto ao estabelecimento ou à própria empresa.
A Anvisa determinou o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Crystal após a detecção de uma bactéria em análises de rotina. O lote LZ1, com 374,4 mil garrafas de 500 ml, tem validade em 20 de janeiro de 2027 e foi distribuído no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo. A medida suspende a venda, distribuição e consumo do produto enquanto as investigações continuam.
A bactéria identificada é a Pseudomonas aeruginosa, a mesma encontrada em um lote anterior de detergente de uma marca conhecida. Especialistas avaliam que qualquer contaminação exige investigação rigorosa do sistema de controle de infecção. A Anvisa informa que novas amostras podem ser analisadas para confirmar o quadro.
O que explica o recorte do lote
O infectologista Nilton Cavalcante, do Hospital Emílio Ribas, aponta que a Pseudomonas é comum em ambientes úmidos e pode coexistir com o organismo humano. A maioria das pessoas não apresenta sintomas, mas o risco aumenta para indivíduos com imunidade comprometida.
De acordo com o especialista, a presença da bactéria sugere falha no controle de qualidade. Ele ressalta que a água mineral passa por controles que vão além de toxinas e metais, e qualquer irregularidade demanda recolhimento imediato do produto.
A maioria das pessoas não desenvolve reação adversa ao ingerir pequenas quantidades, mas quem apresentar sinais após consumir o lote deve procurar orientação médica e informar o consumo do produto para avaliação.
Posicionamento da Crystal e orientações aos consumidores
A Crystal informou que a contaminação foi identificada apenas em uma amostra coletada no Distrito Federal, com circulação restrita do lote. A fabricante afirma ter realizado mais de 300 análises adicionais com resultados negativos e garante que os demais itens da linha não foram afetados.
Consumidores com garrafas do lote LZ1 devem evitar o consumo imediato. Devem contatar o local de compra para devolução ou buscar atendimento direto com a Crystal para orientações sobre ressarcimento e devolução adequada.
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