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Por que há alta mortalidade materna durante a gravidez no Brasil

Apesar de avanços, Brasil registra 1.347 mortes maternas em 2024; prevenção e pré-natal precoce são cruciais para reduzir o índice, ainda distante da meta

Maioria das mortes maternas ainda é evitável. (Foto: TrueCreatives via Canva)
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  • Em 2024, o Brasil registrou 1.347 mortes maternas, equivalentes a 56,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos, mantendo distância da meta de 30 por 100 mil até 2030.
  • Segundo a Organização Pan‑Americana da Saúde (OPAS), cerca de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e atendimento rápido diante de complicações.
  • As principais causas diretas estão relacionadas a síndromes hipertensivas da gravidez, hemorragias obstétricas, infecções pós‑parto e complicações associadas ao aborto.
  • O pré‑natal precoce e contínuo é essencial para identificar fatores de risco, monitorar a gestação e prevenir complicações.
  • O puerpério exige atenção, pois sinais como sangramento excessivo, febre, falta de ar, dor no peito, alterações visuais ou hipertensão precisam de avaliação médica imediata.

A mortalidade materna no Brasil segue sendo um desafio, mesmo com avanços na assistência obstétrica. Dados do SIM-Datasus indicam que, em 2024, ocorreram 1.347 óbitos relacionados à gestação, parto e puerpério, o que corresponde a 56,4 mortes por 100 mil nascidos vivos. A meta nacional é reduzir para 30 por 100 mil até 2030.

Mesmo com melhorias no atendimento, grande parte dessas mortes ainda é evitável. A Opas estima que cerca de 90% poderiam ser prevenidas com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e respostas rápidas a complicações obstétricas.

O que os números revelam

As mortes contínuas acontecem principalmente por causas obstétricas diretas, que surgem na gestação, no parto ou no puerpério. Entre os fatores mais relevantes estão síndromes hipertensivas da gravidez, hemorragias obstétricas, infecções pós-parto e complicações ligadas ao aborto.

O diagnóstico e o tratamento precoces aparecem como pontos centrais para mudar esse cenário. A identificação de fatores de risco durante o pré-natal permite monitoramento de hipertensão, diabetes gestacional e obesidade, contribuindo para desfechos mais seguros.

O papel do pré-natal

O pré-natal regular é visto como instrumento-chave para reduzir riscos. Durante as consultas, profissionais de saúde orientam medidas preventivas, acompanham a evolução da gestação e ajudam a evitar complicações graves.

Exames periódicos ajudam a detectar alterações que não apresentam sintomas, fortalecendo a programação de intervenções antes que ocorram intercorrências graves.

Pós-parto e atenção contínua

O puerpério é uma fase crítica, com possibilidade de surgimento ou agravamento de complicações. Sangramento excessivo, febre, falta de ar e dor no peito são sinais que demandam avaliação médica imediata.

O acompanhamento médico logo após a alta, nos primeiros dias pós parto, é recomendado para monitorar a recuperação e prevenir intercorrências.

Saúde mental e gestação segura

A saúde mental materna vem ganhando relevância, pois sofrimento psicológico pode impactar desfechos maternos e infantis. Sintomas como tristeza intensa, ansiedade e dificuldade de vínculo exigem avaliação profissional e, quando necessário, intervenção.

A abordagem integrada, que inclui apoio emocional, é citada como componente importante da proteção à vida materna.

Caminhos para reduzir as mortes

A queda da mortalidade materna depende de acesso pleno ao pré-natal, equipes qualificadas, assistência adequada durante o parto e acompanhamento no pós-parto. Mesmo com avanços, ainda há caminho a percorrer para ampliar a qualidade dos cuidados.

Especialistas destacam que políticas de saúde precisam manter o foco em diagnóstico precoce, treinamento de equipes e resposta rápida a complicações, para tornar a gestação mais segura.

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