- O Projeto Produtor de Água do Pipiripau atingiu 318 contratos, após 31 novas adesões, em cerimônia realizada na Planaltina, DF.
- A iniciativa, coordenada pela Adasa desde 2011, busca segurança hídrica por meio da restauração de áreas degradadas e conservação do solo, com pagamento por serviços ambientais aos produtores.
- O processo é visto como exemplo para o Brasil e o mundo, beneficiando cerca de 250 mil pessoas que dependem da água do Pipiripau.
- Antonio José Ribeiro, o Antônio do Capão, conta que a água na sua propriedade melhorou e que ele mantém a conservação do solo, além de.expandir cultivo e criação de animais.
- Daniel Lopes Gonçalves, que assinou seu primeiro contrato, vê no programa uma oportunidade de atuar de forma mais sustentável ao retornar à atividade rural.
O Projeto Produtor de Água do Pipiripau, no Distrito Federal, alcançou 318 contratos após 31 novas adesões. A cerimônia ocorreu na sede da Associação de Usuários de Água do Canal de Abastecimento do Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. A iniciativa busca ampliar a segurança hídrica por meio de restauração de áreas degradadas e conservação do solo, com pagamentos por serviços ambientais.
A gestão é da Adasa desde 2011. O programa recompensa agricultores que atuam na recuperação de áreas e na proteção de nascentes, fortalecendo a oferta de água para a população, estimada em cerca de 250 mil pessoas dependentes da bacia do Pipiripau.
O projeto é visto como referência no país e no mundo por especialistas. Jorge Werneck, da Embrapa Cerrados, destaca os resultados decorrentes do trabalho conjunto entre instituições parceiras. A iniciativa reduz vulnerabilidade hídrica na região.
Fabiana Aquino, pesquisadora, ressalta a construção coletiva das ações. Ela aponta que a renovação do convênio demonstra o compromisso da Embrapa com o desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica.
Resultados práticos nas propriedades
Antônio José Ribeiro, o Antônio do Capão, renovou o contrato e comemora melhorias na terra do Núcleo Taquara. Ele relata aumento da disponibilidade de água e preservação de árvores, mantendo cultivos de mandioca, pimentão, repolho e pastagem.
Daniel Lopes Gonçalves assinou pela primeira vez o contrato. Ao lado da esposa, Maria da Glória Neiva, vê no programa uma oportunidade de consolidar práticas sustentáveis e seguir produzindo com critérios.
Agricultor há cinco anos, Daniel pretende dedicar mais tempo à terra após a aposentadoria do serviço público, mantendo produção com responsabilidade ambiental. O projeto já havia sido reconhecido em 2020/2021, ao render o segundo lugar no Prêmio Water ChangeMaker.
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