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Silicato raro de 1902 exibe pleocroísmo azul-esverdeado e dureza 7,5

Grandidierite de Madagascar, silicato raro com pleocroísmo azul-esverdeado e dureza de sete vírgula cinco, valoriza-se em leilões de pedras preciosas de alto luxo

Gema azul-esverdeada raríssima encontrada em Madagascar avaliada em vinte mil dólares por quilate – Créditos: depositphotos.com / Galka3250
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  • A grandidierite foi descoberta em mil novecentos e dois na ilha de Madagascar pelo mineralogista francês Alfred Lacroix, que nomeou a pedra em homenagem ao explorador Alfred Grandidier.
  • A gema é um silicato raro, com cor azul-esverdeada oceânica e dureza de sete vírgula cinco na escala de Mohs, tornando-a muito resistente a riscos.
  • Seu pleocroísmo forte (tricroísmo) faz a pedra exibir tons diferentes conforme o ângulo da luz, variando entre azul, verde e branco quase incolor.
  • Atualmente, depósitos no sul de Madagascar revelaram material limpo suficiente para ser facetado, elevando o interesse da joalheria internacional e o valor por quilate.
  • Em comparação com a esmeralda, a grandidierite é muito mais rara, com maior pureza e complexidade óptica, o que explica seu preço elevado em leilões especializados.

A grandidierite, uma silicato de tom azul-esverdeado, é uma das gemas mais raras do mundo. Descoberta em 1902 na ilha de Madagascar, ganhou o nome em homenagem ao explorador Alfred Grandidier, pelo mineralogista francês Alfred Lacroix. Desde então, sua presença em coleções é incomum e valorizada.

Por décadas, cristais opacos ou com falhas limitaram seu uso comercial. Recentemente, novos depósitos no sul de Madagascar forneceram material suficientemente limpo para lapidação, abrindo caminho para a alta joalheria internacional. A pedra é conhecida pela cor oceânica intensa e pela resistência geológica.

Propriedades marcantes

A grandidierite apresenta pleocroísmo forte, exibindo várias tonalidades dependendo do ângulo de visão. Em estado lapidado, é possível observar azul-escuro, verde-pálido e até branco translúcido. A dureza na escala de Mohs chega a 7,5, conferindo boa resistência a riscos no uso diário.

A composição química envolve boro e alumínio, com inclusões que podem influenciar o clareamento. Profissionais certificados pela ICA destacam a necessidade de planejamentos de corte que valorizem o tom azul intenso e a pureza da gema, mantendo o peso sem perder saturação.

Mercado, valor e autenticidade

A escassez de grandidierite é superior à de esmeraldas, elevando seu valor por quilate em leilões de luxo. Investidores costumam exigir certificados de laboratórios reconhecidos para peças acima de um quilate, assegurando origem e ausência de tratamento térmico.

Institutos de referência, como o GIA, emitirem relatórios com análise química, verificação de tratamento e identificação de inclusões. A autenticidade torna-se crucial diante do risco de substituição por materiais translúcidos ou simulantes. Com o ressurgimento de veios limpos em Madagascar, o interesse internacional pela gema se mantém elevado.

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