- Tatiana Sampaio afirmou à Reuters que um estudo revisado por pares sobre a polilaminina está próximo de publicação, mas não informou revista nem data.
- A polilaminina é uma proteína derivada da placenta em avaliação clínica para regeneração de nervos; no Brasil, ganhou atenção após estudo preliminar de 2024 e teve patente pela Cristália.
- O governo acompanha o avanço e afirma que, se os resultados forem positivos, o tratamento pode ser oferecido mais rápido; a Anvisa autorizou um ensaio de fase um para cinco pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal, e 84 pacientes já tiveram autorização para uso compassivo (44 por decisão judicial, 40 administrativamente).
- Especialistas pedem cautela, destacando que é preciso confirmar segurança e eficácia em estudos controlados e revisados por pares antes de conclusões.
- Em testes iniciais, oito pacientes com lesões completas participaram; dois morreram pela gravidade dos ferimentos, e os seis sobreviventes recuperaram algum nível de controle motor; um deles voltou a caminhar após dois anos.
A cientista Tatiana Sampaio afirmou à Reuters que um estudo revisado por pares sobre a polilaminina está prestes a ser publicado, mas não informou revista nem data de divulgação. A polilaminina é uma proteína derivada da placenta destinada a regenerar nervos.
O tratamento experimental tem acompanhamento clínico. A Anvisa autorizou um ensaio de fase 1 para cinco pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal, com tratamento em até 72 horas após o trauma.
Ao todo, 84 pacientes já receberam autorização para uso compassivo da polilaminina, sendo 44 por decisão judicial e 40 por vias administrativas, conforme a farmacêutica Cristália, responsável pela tecnologia.
O governo federal acompanha o andamento com otimismo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que, se houver bons resultados, o tratamento pode ser ofertado rapidamente à população.
Pesquisadores e entidades científicas pedem cautela. Especialistas destacam que ainda não há confirmação de segurança e eficácia em humanos, e reforçam a necessidade de estudos controlados.
Os primeiros testes em humanos envolveram oito pacientes com lesões completas. Dois morreram por causas relacionadas aos ferimentos; os demais apresentaram algum ganho motor, em maior ou menor grau.
A Cristália investiu mais de R$ 110 milhões no desenvolvimento, e a empresa informa que o medicamento pode ser utilizado de forma contínua para pacientes agudos com autorização da Anvisa.
Entre as perguntas em debate, está a qualidade dos dados apresentados no pré-print. A falta de registro do ensaio clínico em banco internacional também é apontada por especialistas.
A pesquisadora afirma que houve revisões, correções a serem implementadas e que a versão revisada do texto deve abordar pontos como parâmetros de recuperação, desenho do estudo e dados de eletromiografia.
Mesmo com avanços, a comunidade científica ressalta que é cedo para concluir eficiência. A validação depende de publicações revisadas por pares e de critérios de segurança rigorosos.
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