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Brasil reconhece montanhas de forma oficial; veja critérios

Brasil oficializa montanhas como categoria do relevo, com critério de 300 metros de diferença de altitude, encostas íngremes e topo pontiagudo, com mapeamento até 2026

Foto: Wikimedia Commons/Brazilian Air Force
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  • O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística criou o Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo, reconhecendo oficialmente as montanhas como categoria do relevo nacional, com critérios específicos.
  • Para ser considerada montanha, a elevação precisa ter pelo menos 300 metros de diferença de altura em relação ao terreno vizinho, encostas íngremes e topo pontiagudo, além de integrar um conjunto montanhoso ou serra.
  • Segundo o mapeamento do IBGE, as montanhas existem em quatorze estados brasileiros, com o Rio de Janeiro concentrando a maior presença; Minas Gerais, Bahia e Ceará possuem áreas montanhosas extensas.
  • Algumas formações conhecidas, como o Monte Roraima, o Pão de Açúcar e o Pico do Cabugi, ficaram de fora por não atenderem a todos os requisitos técnicos.
  • O Dedo de Deus, no Rio de Janeiro, passou a constar entre as montanhas oficiais, e o mapeamento completo deve ficar pronto ainda em 2026.

Depois de décadas de debate, o Brasil passou a ter montanhas reconhecidas oficialmente. A mudança ocorre com a implantação do Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo (SBCR) pelo IBGE, que define critérios para relevo nacional.

A novidade oficial permite classificar formas do relevo como montanhas, planaltos, planícies e outras. A definição de montanha envolve diferença de altura em relação ao terreno vizinho, encostas íngremes e topo pontiagudo, além de integrar um conjunto montanhoso ou serra.

Segundo o SBCR, uma montanha deve ter, no mínimo, 300 metros de desnível em relação ao entorno, com encostas íngremes e topo característico. Formações como o Dedo de Deus passaram a integrar formalmente essa categoria, embora nem todos os picos tenham atendido aos critérios.

O que muda na geografia brasileira

O IBGE descreve as montanhas presentes em 14 estados, com Rio de Janeiro concentrando a maior parcela. Minas Gerais, Bahia e Ceará podem abrigar áreas montanhosas extensas, segundo o mapeamento. Planaltos, planícies e superfícies rebaixadas ganham também definições padronizadas.

Entre os exemplos, alguns picos da Amazônia passam a integrar a categoria, enquanto montanhas já conhecidas como Monte Roraima, Pão de Açúcar e Pico do Cabugi ficam de fora por não atenderem a todos os requisitos técnicos.

Cronograma e impactos

O mapeamento completo do relevo, segundo o IBGE, deve ser finalizado ainda em 2026. A nova metodologia impacta a leitura do território, a educação geográfica e futuros estudos sobre a evolução das formas de relevo no Brasil.

As mudanças não apenas padronizam a classificação, mas também ajudam a orientar políticas públicas, educação e pesquisa sobre a formação e a ocupação de áreas montanhosas no país.

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