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Estudo revela como o cérebro se prepara para a alimentação

Estudo mostra que neurônios da saciedade usam glicogênio para antecipar a refeição, ligando cheiro dos alimentos ao pâncreas e à liberação de insulina

O estudo também mostrou que esses neurônios estão ligados principalmente às áreas cerebrais responsáveis pelo olfato - (crédito: Freepik)
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  • Estudo publicado na Nature Metabolism na quarta-feira (3/6) identifica um mecanismo pelo qual o corpo se prepara para a alimentação.
  • Neurotransmissores responsáveis pela saciedade utilizam glicogênio, reserva de energia, para reagir à presença de alimento, especialmente ao cheiro, e regular o metabolismo antes da refeição.
  • Os neurônios envolvidos estão ligados principalmente às áreas do cérebro relacionadas ao olfato, indicando que o cheiro dos alimentos tem papel central na preparação para comer.
  • Em experiments com ratos, a falta de glicogênio nesses neurônios reduziu o interesse pela comida, o tempo de alimentação e a liberação de insulina antes das refeições.
  • A descoberta pode ajudar a entender doenças metabólicas como obesidade e diabetes e contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos.

O cérebro já prepara o organismo para a alimentação antes da primeira mordida. Um estudo publicado na Nature Metabolism, em 3 de junho, revelou um mecanismo que envolve neurônios da saciedade usando glicogênio para reagir ao cheiro dos alimentos e regular o metabolismo antes da refeição. A pesquisa explica como essa antecipação ocorre.

Os cientistas mostraram que o glicogênio presente nesses neurônios alimenta as respostas do cérebro aos alimentos. A descoberta indica que a glicose armazenada no próprio cérebro atua para acionar sinais que preparam o corpo para comer, antes da ingestão.

Os neurônios em questão estão conectados principalmente às áreas do cérebro ligadas ao olfato, sugerindo que o cheiro desempenha papel essencial nessa preparação. O estudo aponta que aromas de comida cozida podem desencadear respostas que vão ao pâncreas e elevam a insulina.

Durante experimentos com ratos, observou-se que animais incapazes de produzir glicogênio nesses neurônios mostraram menor interesse pela comida, menos tempo de alimentação e não tiveram liberação de insulina prévia às refeições. Esses resultados reforçam o papel do glicogênio neuronal na anticipação alimentar.

Mecanismo identificado

A pesquisa descreve um caminho molecular até então desconhecido que impulsiona a percepção de alimento. Segundo os autores, o glicogênio neuronal alimenta as respostas antecipatórias do cérebro à comida, conectando olfato, metabolismo e sinalização pancreaticável.

Implicações e próximos passos

Os autores afirmam que entender esse circuito pode ajudar a esclarecer doenças metabólicas como obesidade e diabetes. A descoberta pode embasar o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas no futuro, com foco na regulação da preparação metabólica antes das refeições.

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