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Novo medicamento dobra sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas

Daraxonrasib amplia a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático de 7 para 13 meses, em estudo de fase III apresentado na Asco

Ilustração médica 3D do pâncreas laranja com três tumores vermelhos, localizado no abdômen humano, com órgãos transparentes e veias azuis visíveis
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  • Estudo de fase três com 500 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático mostrou que daraxonrasib dobrou a sobrevida média em relação à quimioterapia (13,2 meses contra 6,7 meses).
  • O tratamento é feito por comprimidos diários e atua ao se ligar a cyclophilin A, levando à neutralização da proteína KRAS, mutação presente em mais de 90% dos casos de pâncreas.
  • Houve melhoria na qualidade de vida e redução da dor entre os pacientes que receberam o medicamento.
  • Efeitos colaterais incluem erupções cutâneas, diarreia e vômitos; apenas 1% abandonou o tratamento por causa dos efeitos, contra 11% no grupo que recebeu apenas quimioterapia.
  • A droga ainda não foi aprovada por regulatórias e não está disponível fora de ensaios; a FDA deve analisar os dados nos próximos meses, com possibilidade de atuação em outros cânceres ligados a KRAS.

Na pesquisa publicada, um medicamento experimental mostrou retardar a progressão do câncer de pâncreas metastático e ampliar a sobrevida de pacientes. O estudo envolveu 500 voluntários com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum da doença, já resistente à quimioterapia.

Metade dos pacientes recebeu apenas quimioterapia; a outra metade, daraxonrasib, na forma de comprimidos diários. A fase 3 comparou os dois grupos para avaliar eficácia, segurança e impacto na qualidade de vida.

Os resultados indicam que a sobrevida média foi de 6,7 meses com quimioterapia sozinha, enquanto o grupo que recebeu o fármaco alcançou 13,2 meses. Também houve relatada melhoria na dor e na qualidade de vida.

O daraxonrasib atua de forma indireta na proteína KRAS, bloqueando uma etapa anterior por meio da molécula cyclophilin A. Essa abordagem diferente das tentativas anteriores visa neutralizar a sinalização que leva à multiplicação celular descontrolada.

Dados e próximos passos

Os efeitos colaterais incluíram erupções cutâneas, diarreia e vômitos, geralmente menos frequentes do que os observados com quimioterapia. Apenas 1% dos pacientes no grupo com o daraxonrasib abandonaram o tratamento por causa dos efeitos adversos, contra 11% no grupo controle.

O medicamento ainda não recebeu aprovação regulatória nem está disponível fora de ensaios clínicos. A próxima etapa envolve submissão de dados para avaliação por autoridades como a FDA, com decisões esperadas nos próximos meses.

Potencial e limitações

Caso seja aprovado, o daraxonrasib pode se tornar parte de um novo padrão de tratamento para câncer de pâncreas com mutação KRAS. A pesquisa também abre portas para investigar aplicações em outros tumores com mutações semelhantes.

Embora o resultado seja promissor, os pesquisadores destacam que não há cura ainda. A droga representa uma etapa importante na tentativa de controlar uma forma de câncer historicamente resistente a terapias.

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