- Pesquisadores registraram quatro novos avistamentos do tubarão-bambu azul‑poente (Chiloscyllium caeruleopunctatum) em Madagascar, durante pesquisas em vilas de pesca e na coleção de peixes da universidade de Tulear, em setembro de 2025.
- A espécie, descrita pela primeira vez em mil quinhentos e quatorze, ficou praticamente sem registros por décadas, e os novos relatos sugerem que pode ser mais comum do que se cogitava.
- O estudo foi liderado por Tsarahasina Fanomenzana e coordenado por David Ebert; um dos exemplares foi confirmado em um vilarejo e outro na coleção da universidade.
- A IUCN classifica a espécie como dados insuficientes, em parte pela confusão com outras espécies, como o tubarão-bambu de manchas brancas (Chiloscyllium plagiosum) e leopard sharks (Stegostoma tigrinum).
- Os pesquisadores esperam que os novos registros aumentem a consciência local e sirvam para futuras avaliações de conservação pela IUCN.
Foram registrados quatro novos avistamentos do tubarão-bambu de manchas azuis em Madagascar, após quase 20 anos sem confirmação científica. Pesquisadores encontraram os animais durante levantamentos em vilarejos pesqueiros e no acervo de peixes de uma universidade local, em setembro de 2025.
O estudo, liderado pelo autor Tsarahasina Fanomenzana, estagiário malgaxe da Madagascar Whale Shark Project, reuniu evidências por meio de fotos e entrevistas com pescadores. O pesquisador David Ebert, especialista no tema, confirmou dois exemplares adicionais e um quarto espécime no acervo da Universidade de Tulear, no litoral oeste.
A espécie, batizada como tubarão-bambu-de-mancha-azulada (Chiloscyllium caeruleopunctatum), foi descrita pela primeira vez em 1914. O segundo registro só veio em 2006, por meio de uma foto. Desde então, houve poucas confirmações, até os novos registros de 2025.
Novos registros e contexto
Avisa que a ausência de dados pode estar ligada à identificação equivocada com o tubarão-bambu de manchas brancas (Chiloscyllium plagiosum), comum em Madagascar. Pescadores também costumam confundir com tubarões-leopardo jovens (Stegostoma tigrinum).
Pesquisa aponta que a espécie pode ser mais comum do que se acreditava, graças às fotos e aos relatos obtidos em campo. Os autores destacam a necessidade de maior documentação para esclarecer a distribuição real no litoral malgaxe.
O status no IUCN é de dados insuficientes, o que dificulta avaliações de conservação. Os novos registros não mudam imediatamente a classificação, mas podem subsidiar futuras revisões caso haja mais evidências verificáveis.
Os pesquisadores destacam a importância de conscientizar a comunidade pesqueira sobre a identidade da espécie. Acreditam que o reconhecimento ampliado favorecerá o monitoramento e a proteção de tubarões menos conhecidos na região.
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