- Região de Paiaguás, no Pantanal, está cheia de água, com áreas acessíveis apenas por barcos ou aviões.
- Anos anteriores tiveram recordes de fogo: 2023 e 2024 registraram muitos focos, e 2025 foi mais ameno; em 2026, o risco segue.
- Em fevereiro foi publicado um estado de emergência ambiental por risco de incêndios, permitindo contratação temporária de pessoal.
- ONG SOS Pantanal alerta que a estação chuvosa não gerou volume de chuvas suficiente e prevê cenário de seca acentuada e maior possibilidade de queimadas em 2026; El Niño pode intensificar o efeito.
- O Pantanal corre risco adicional com avulsões do rio Taquari, associadas ao avanço de ocupação das cabeceiras, que contribuíram para enchentes históricas e perda de área alagável.
Após anos de seca e grandes incêndios, o Pantanal registra presença de água na região de Paiaguás, a maior planície alagada do mundo. A cheia recente é visível e áreas acessíveis apenas por barco ou avião já aparecem.
A região sul-mato-grossense vive um momento de beleza aparente, descrito como um aquário natural. Técnicos do local ressaltam que os níveis de água ainda não atingiram patamares típicos de cheias antigas.
Segundo especialistas, a situação atual pode não se manter ao longo do ano. Em fevereiro, foi aberto um estado de emergência ambiental por risco de incêndios, com medidas que preveem contratação temporária de pessoal.
Panorama da cheia e seus antecedentes
Dados históricos apontam que 2023 e 2024 tiveram recordes de fogo no bioma, com milhares de focos registrados. Em 2025, o quadro foi mais ameno em queimadas, mas a tendência de secas persiste.
Organizações ambientais destacam que a chuva foi insuficiente nas cabeceiras do Pantanal, indicando possibilidade de ano de seca acentuada e maior risco de incêndios em 2026.
A avaliação técnica aponta ainda que, com a aproximação do El Niño, podem haver temperatura mais altas e padrões de chuva mais irregulares na região, aumentando a vulnerabilidade a queimadas.
Contexto e medidas públicas
Autoridades têm pressionado governos federal e estaduais a apresentarem planos de prevenção e resposta a incêndios florestais. Em Mato Grosso do Sul, a projeção é de continuidade de ações de manejo e apoio à população local.
O Pantanal já é marcado pela redução de áreas alagadas nos últimos anos, conforme monitoramento por satélite. A expectativa é de que regiões como o Taquari passem por mudanças no regime hídrico e na ocupação humana.
Eventos recentes ilustram a complexidade da dinâmica pantaneira: áreas que antes eram secas agora exibem alagamentos, enquanto o histórico de grandes cheias permanece distante na região.
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