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Anvisa aprova genérico estratégico da Blanver contra HIV

Anvisa aprova genérico de lamivudina/dolutegravir; Blanver investe R$ 900 milhões para ampliar produção e reduzir dependência externa, via PDP com Lafepe e Furp

Fachada da Blanver
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  • A Anvisa aprovou o registro e a produção no Brasil de um genérico que combina lamivudina e dolutegravir sódico, terapia de primeira linha para HIV.
  • O medicamento nasce de uma parceria para desenvolvimento produtivo entre Blanver, Laboratórios Far-Maud Lafepe e Furp, visando transferência de tecnologia, produção local e compras públicas.
  • A Blanver prevê fornecer entre 30 milhões e 50 milhões de comprimidos ao sistema público em 2026, com cerca de 80 milhões em 2027, atendendo aproximadamente 300 mil pacientes no biênio.
  • A empresa investe cerca de R$ 900 milhões para ampliar a capacidade produtiva, incorporar novas tecnologias e reforçar medicamentos estratégicos, incluindo a terceira planta em Mairiporã, com início de operação previsto para este ano e potencial para dobrar a produção.

A Blanver recebeu aprovação da Anvisa para registrar e produzir no Brasil um genérico que reúne lamivudina e dolutegravir sódico, ambos usados na primeira linha de tratamento do HIV. A decisão amplia a oferta de antirretrovirais no SUS.

A iniciativa nasce de uma PDP, parceria entre Blanver e laboratórios públicos Lafepe e Furp. O objetivo é unir transferência de tecnologia, produção local e compras públicas, fortalecendo o acesso a medicamentos estratégicos no país.

A previsão é disponibilizar entre 30 milhões e 50 milhões de comprimidos em 2026. Em 2027, a produção deve chegar a cerca de 80 milhões, com atendimento estimado a 300 mil pacientes no biênio.

Expansão e metas da empresa

A aprovação ocorre em meio a um ciclo de crescimento da Blanver, que planeja investir cerca de R$ 900 milhões para ampliar capacidade produtiva. O aporte busca incorporar novas tecnologias e reforçar o portfólio de medicamentos estratégicos da companhia.

A terceira planta fabril da Blanver ficará em Mairiporã, com operação prevista ainda neste ano. A etapa pode dobrar a capacidade de produção da empresa, contribuindo para maior competição na oferta de genéricos de alto valor terapêutico.

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